Início do programa de longevidade canina mostra resultados positivos no Brasil
Por Redação
07/09/2026 às 08:20

Foto: VEJA
O PetMoreTime, programa de longevidade animal lançado em janeiro, já apresenta melhorias significativas em cães idosos, incluindo acompanhamento de pets policiais.
A cadela Sofia, de 12 anos, chegou ao programa PetMoreTime com problemas cardíacos e dificuldades de interação. Após meses de tratamento, já apresenta melhoras significativas em seu comportamento e disposição. Este projeto, que começou no Brasil em janeiro deste ano com 15 cães, é uma adaptação de uma iniciativa americana que já beneficiou quase 50 mil animais.
O objetivo do PetMoreTime não é impedir o envelhecimento dos cães, mas sim proporcionar uma melhor qualidade de vida durante essa fase. O Brasil possui a terceira maior população de pets do mundo, com mais de 160 milhões de animais, o que torna essa proposta bastante relevante. Segundo a veterinária Rita Zuanaze, que lidera o programa, fatores como genética e raça influenciam o envelhecimento, mas intervenções baseadas em gerociência podem ajudar a melhorar a saúde dos animais.
A expectativa é que o programa possa aumentar em até 20% a expectativa de vida saudável dos cães. O tratamento inclui consultas veterinárias, exames clínicos e o uso de medicamentos geroprotetores. Os planos do PetMoreTime variam de R$390,00 a R$1.152,00 mensais, com um cronograma de 14 meses.
Além do programa privado, uma pesquisa pública chamada PAMEC, em parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária da USP, irá acompanhar cães policiais para obter dados sobre envelhecimento e desempenho animal. Este acompanhamento deve iniciar no final de 2026.
O protocolo de tratamento é individualizado e utiliza fármacos e nutracêuticos para atuar em diferentes aspectos do envelhecimento. Os resultados observados incluem aumento da disposição, maior interesse por brincadeiras e melhora na interação familiar. Os tutores têm notado essas mudanças no dia a dia de seus animais.
O programa é indicado para cães idosos que ainda estão em condições de saúde adequadas. Não é recomendado para animais jovens ou aqueles com doenças graves não controladas. A veterinária ressalta que a medicina da longevidade é mais eficaz quando iniciada em uma fase em que o cão já apresenta sinais de envelhecimento, mas ainda tem reservas fisiológicas para responder ao tratamento.
Fonte: VEJA
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