Gustavo Nobre cria instituto após ser preso injustamente por um ano
Por Redação
19/09/2026 às 08:00
Atualizado em 19/09/2026 às 11:04

Foto: VEJA
Após sofrer uma prisão injusta, Gustavo Nobre fundou um instituto para ajudar outras vítimas de erros judiciais.
Gustavo Nobre, de 35 anos, viveu uma experiência traumática ao ser preso injustamente por um crime que não cometeu. Em 2014, ele foi acusado de roubo de carro, sendo que, no momento do crime, estava na igreja, se recuperando de uma cirurgia. Apesar de sua inocência, recebeu um mandado de prisão e ficou um ano atrás das grades.
A história começou com um advogado que, sem investigação adequada, o identificou erroneamente como cúmplice de um ex-vizinho. Mesmo após se apresentar à justiça e ter a prisão revogada pela juíza, Nobre acabou condenado a seis anos em regime fechado em 2018. Após dois anos de apelações, foi finalmente declarado inocente em agosto de 2021.
Após sua libertação, Nobre e sua mãe foram indenizados pelo Estado. Ele buscou apoio psicológico e retomou sua carreira como produtor de eventos. Motivado pela própria experiência, fundou o Instituto Gustavo Nobre, que oferece assistência jurídica e psicológica a vítimas de injustiças, com suporte gratuito por meio de doações e profissionais voluntários. A atriz Regina Casé é madrinha do projeto.
O instituto já atende pessoas dentro e fora do sistema prisional, e Nobre também lançou um documentário chamado "Reconhecidos" e pretende escrever um livro sobre sua jornada. Ele busca aumentar a conscientização sobre as falhas do sistema judicial, especialmente em casos que envolvem discriminação racial.
Fonte: VEJA
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