Gianni Infantino enfrenta críticas após abandono de projeto na Fifa
Por Redação
01/08/2026 às 13:42

Foto: VEJA
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está sob pressão de federações após desistir de um projeto de investimento privado na Copa do Mundo.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, se vê em meio a uma crise institucional após a desistência de um ambicioso projeto que visava atrair investidores privados para a Copa do Mundo. Neste sábado, 1º, a Concacaf e a Federação Alemã de Futebol (DFB) se uniram a outras entidades para exigir esclarecimentos sobre o plano que, segundo a Fifa, foi abandonado devido à forte oposição de federações em todo o mundo.
A proposta, divulgada na última terça-feira, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com avaliação de 20 bilhões de dólares. A ideia era permitir que investidores privados, que poderiam injetar até 4,2 bilhões de dólares, tivessem uma participação de cerca de 20% nas operações comerciais da Fifa, que incluiriam a administração de torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Entre os investidores cogitados estava a Thrive Eternal, ligada a Joshua Kushner, irmão do genro do ex-presidente americano Donald Trump.
No entanto, a proposta enfrentou resistência da Uefa e outras confederações, levando Infantino a desistir do projeto. Em um comunicado, ele afirmou que a intenção sempre foi "unir e melhorar" o futebol, mas que a divisão gerada impediu o andamento da proposta.
A Concacaf criticou a condução do processo, descrevendo-a como "um ato unilateral e flagrante de má governança e liderança", pedindo uma ampla prestação de contas da presidência. A DFB também se posicionou de forma contundente, solicitando uma "investigação completa" sobre a formulação do plano e uma mudança cultural na Fifa. Bernd Neuendorf, presidente da DFB, destacou a falta de transparência e a necessidade de que decisões sejam debatidas pelos órgãos de governança da entidade.
A Federação Inglesa (FA) também se manifestou, exigindo uma revisão completa da liderança da Fifa para assegurar maior transparência na gestão do futebol mundial. Além disso, a Conmebol convocou uma reunião extraordinária de seu conselho para discutir o projeto antes do recuo de Infantino. A pressão por mecanismos de fiscalização mais rigorosos nas decisões da presidência da Fifa aumenta, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Fonte: VEJA
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