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Futebol feminino atrai novos patrocinadores após proibição de apostas

Futebol feminino atrai novos patrocinadores após proibição de apostas

Por Redação

02/10/2026 às 09:16

Futebol feminino atrai novos patrocinadores após proibição de apostas

Foto: VEJA

A proibição das apostas esportivas no Brasil impulsiona o interesse de grandes marcas pelo futebol feminino, diversificando os patrocínios nas competições.

No contexto atual, onde as casas de apostas eram predominantes no patrocínio ao futebol brasileiro, as competições femininas estão vendo um aumento na diversidade de seus patrocinadores. Competições como o Brasileirão Feminino A1, a Copa do Brasil e a Supercopa Feminina, organizadas pela CBF, não contam com plataformas de apostas entre seus apoiadores e estão atraindo empresas de variados setores.

Um exemplo dessa mudança é a Petrobras, que em 2026 começou a patrocinar a Brasil Ladies Cup e a Copa Maria Bonita, anteriormente apoiadas por marcas de apostas. A nova Medida Provisória nº 1.394, promulgada em 25 de setembro de 2026, proíbe a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, incluindo patrocínios esportivos, e ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Na Brasil Ladies Cup, a Petrobras substitui a Blaze, que tinha assumido o patrocínio máster em 2026. O torneio, que antes era patrocinado pela Betano, agora fica sob a bandeira da estatal. A Copa Maria Bonita também passa a se chamar Copa Maria Bonita Petrobras, substituindo a Betnacional, que tinha os direitos de nome na edição anterior.

Essas mudanças indicam um crescente interesse de empresas fora do setor de apostas, ampliando as oportunidades comerciais no futebol feminino. A Petrobras, que já estava presente no Paulistão Feminino em 2025, agora também detém os naming rights do torneio, que passou a se chamar Paulistão F Petrobras, em um acordo válido até 2027 e que inclui também a Copinha Feminina.

Além disso, a Federação Paulista de Futebol anunciou um aumento nas cotas e premiações aos clubes, com um acréscimo de 64% no valor médio por partida. Os acordos comerciais para o futebol feminino têm se diversificado, envolvendo grandes marcas como Amazon, Coca-Cola, Hyundai, Uber, Itambé, Monange e Sicoob, além de permitir um relacionamento mais duradouro entre essas empresas e o esporte.

A partir de 2025, a negociação dos direitos comerciais do futebol feminino passou a ser feita em um pacote único, abrangendo simultaneamente o Brasileirão Feminino A1, a Copa do Brasil e a Supercopa Feminina. Essa estratégia visa aumentar a visibilidade dos patrocinadores, com um total de cerca de 240 partidas por temporada, alcançando uma audiência superior a 60 milhões de espectadores e gerando um valor de mídia estimado em R$ 321 milhões. Essa transformação no modelo comercial sinaliza um futuro promissor para o futebol feminino no Brasil.

Fonte: VEJA

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