Flávio Bolsonaro não comparece a depoimento e se defende por escrito
Por Redação
28/07/2026 às 12:29

Foto: VEJA
O senador justificou sua ausência em depoimento à Polícia Federal e negou calúnia contra Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não compareceu ao depoimento agendado para esta terça-feira na Polícia Federal e optou por enviar esclarecimentos por escrito. Seus advogados negaram que ele tenha cometido calúnia ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria "delatado" por Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
Na petição, a defesa argumentou que a citação de um colaborador premiado não implica em "imputação criminosa" ou em "atribuição de uma prática ilícita". Eles explicaram que afirmar que alguém "será delatado" se refere apenas à menção dessa pessoa por um colaborador, sem que isso signifique que haja uma acusação formal contra ela.
O depoimento foi marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após dificuldades da PF em agendar um horário com a defesa. Entretanto, a Polícia Federal informou ao magistrado que Flávio havia decidido não participar da oitiva.
A investigação começou em abril, a pedido do Ministério da Justiça, em decorrência de uma postagem de Flávio no X, após a prisão de Maduro em janeiro. Na ocasião, ele disse: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".
A defesa de Flávio argumentou ainda que a segunda parte da declaração não se referia a Lula, afirmando que o nome do presidente não estava presente na frase subsequente.
A PF concluiu a investigação, afirmando que ficou evidente que Flávio tentou associar Lula aos crimes mencionados. O documento indicou que o senador insinuou que a delação de Maduro vinculava Lula aos delitos citados. A Procuradoria Geral da República, no entanto, pediu que Flávio fosse ouvido antes de qualquer decisão sobre uma possível denúncia, o que foi aceito por Moraes.
Fonte: VEJA
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