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Estudo recente discute a relação entre a vitamina B12 e o risco de doenças cardíacas, destacando a controvérsia sobre sua suplementação.
Uma revisão de estudos publicada na revista Nutrition Journal investigou a importância da vitamina B12 para a saúde do coração. Os pesquisadores destacam que fatores como tabagismo, obesidade, diabetes e hipertensão são conhecidos por aumentar o risco de doenças cardiovasculares, mas também apontam que a deficiência de vitaminas e minerais, como a B12, pode ser um fator de risco.
A vitamina B12 é fundamental para regular os níveis de homocisteína, um aminoácido que, quando acumulado, pode prejudicar os vasos sanguíneos. No entanto, a afirmação de que a suplementação de B12 previne doenças cardíacas ainda não é consensual entre os cientistas. A revisão categoriza o tema como "altamente controverso".
Estudos observacionais mostram uma relação entre baixos níveis de B12 e um aumento no risco de condições como aterosclerose, AVC e insuficiência cardíaca. Por outro lado, ensaios clínicos randomizados demonstraram que, embora a B12 reduza os níveis de homocisteína, não necessariamente resulta em uma diminuição significativa de eventos cardiovasculares.
A revisão sugere que níveis adequados de vitamina B12 podem ter um efeito protetor sobre o coração, com um estudo envolvendo mais de 43 mil homens mostrando que uma maior ingestão de B12 está associada a um risco 27% menor de AVC isquêmico. Contudo, em um ensaio com pacientes que sofreram infarto, a redução de homocisteína não resultou em diminuição do risco de novos eventos.
Os pesquisadores observaram que, enquanto a redução de homocisteína parece ter um impacto maior no risco de AVC do que no infarto, a suplementação pode trazer benefícios específicos para alguns grupos, como aqueles que já tiveram um AVC. A terapia combinada de B12 com ácido fólico reduziu em 13% o risco de recorrência de AVC, mas não afetou as taxas de infarto.
A revisão enfatiza que a suplementação rotineira de B12 não é recomendada para a população em geral, mas é importante para indivíduos com deficiência comprovada, altos níveis de homocisteína ou histórico de doenças cerebrovasculares. Grupos vulneráveis à deficiência incluem idosos, vegetarianos, pessoas com doenças renais crônicas, gestantes e indivíduos que passaram por cirurgia bariátrica.
Os pesquisadores concluem que, embora a correção da deficiência de vitamina B12 seja essencial, a suplementação em altas doses apenas para reduzir o risco cardiovascular não é apoiada pelas evidências atuais. O manejo eficaz envolve um diagnóstico preciso e estratégias personalizadas.
Fonte: VEJA
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