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Diretriz nacional enfatiza importância da atividade física e revisão de medicamentos para idosos
Diretriz nacional enfatiza importância da atividade física e revisão de medicamentos para idosos
Por Redação
20/10/2026 às 07:00

Foto: VEJA
Nova diretriz de cardiogeriatria destaca a necessidade de cuidados individualizados para pessoas acima de 70 anos, priorizando a força muscular e a avaliação do uso de medicamentos.
Durante o Congresso Mundial de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro, foi apresentada a nova Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria, que propõe uma abordagem diferenciada para o tratamento de idosos com problemas cardíacos. O documento, elaborado por mais de 50 especialistas, sugere que a avaliação da saúde de pacientes acima de 70 anos deve considerar não apenas a idade, mas também como eles vivem essa fase da vida.
A diretriz destaca a importância de identificar a fragilidade em pacientes idosos, cujo estado pode ser evidenciado por sinais como lentidão ao andar, dificuldade em abrir potes e perda de peso inexplicável. A prática de atividades físicas regulares, como caminhadas e exercícios de força, é recomendada como parte do tratamento, uma vez que contribui para a saúde do coração e a manutenção da independência.
Outro ponto abordado é a revisão dos medicamentos prescritos. Estima-se que 40% a 60% das pessoas com mais de 65 anos utilizem cinco ou mais medicamentos simultaneamente, o que pode aumentar o risco de efeitos colaterais e complicações. Os especialistas orientam que os pacientes levem todos os medicamentos, incluindo fitoterápicos, para uma avaliação médica, a fim de determinar se são realmente necessários.
A diretriz também introduz uma nova seção sobre desmaios em idosos, alertando para a possibilidade de quedas de pressão ao se levantar rapidamente. Recomenda-se que os pacientes meçam a pressão em pé e comuniquem ao médico qualquer sintoma de tontura ou fraqueza ao se levantar.
Além dos cuidados físicos, a saúde mental dos idosos também é abordada. Estudos indicam que a depressão e a ansiedade podem aumentar o risco de problemas cardíacos. A vacinação é ressaltada como um componente essencial do cuidado à saúde cardíaca, e a decisão sobre o tratamento deve ser compartilhada entre médico e paciente, levando em conta as prioridades pessoais.
O Brasil é reconhecido por ter sido pioneiro na elaboração de diretrizes sobre cardiologia geriátrica, com a primeira publicada em 2002. Agora, mais de duas décadas depois, as novas diretrizes refletem uma abordagem mais holística e individualizada, enfatizando que a saúde do coração é resultado das escolhas e do estilo de vida ao longo dos anos.
Fonte: VEJA


