Conexões entre o Sítio de Atibaia e o novo escândalo de Lulinha
Por Redação
22/08/2026 às 08:38
Atualizado em 22/08/2026 às 09:15

Foto: VEJA
Fernado Bittar, ligado ao Sítio de Atibaia, aparece em investigações da PF que envolvem tráfico de influência no governo Lula.
Fernando Bittar, conhecido por sua associação ao Sítio de Atibaia, ganhou notoriedade durante a Operação Lava-Jato. Ele era um dos proprietários do local, onde o presidente Lula passou um bom tempo, e que gerou condenações para o petista após reformas feitas com a colaboração de empreiteiras que mantinham contratos com o governo. Recentemente, Bittar voltou a ser mencionado em um novo escândalo que envolve o presidente e sua família.
A Polícia Federal investiga Bittar junto com Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger. O trio é acusado de atuar em favor de interesses privados no governo, especialmente no que diz respeito a contratos de Antonio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', preso por envolvimento em um esquema de desvios de 4 bilhões de reais da Previdência.
Em fevereiro de 2019, Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro devido ao recebimento de propinas vinculadas à reforma do Sítio de Atibaia. Embora as sentenças tenham sido posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, Lula já cumpria pena em Curitiba por uma condenação relacionada ao triplex do Guarujá. Na época, Bittar alegou que sua família não frequentava mais o sítio, que era mais utilizado pela família de Lula. As reformas no local, feitas por empresas como Odebrecht, OAS e Schahin, custaram cerca de 1,2 milhão de reais.
Uma nova revelação veio à tona na sexta-feira, ligando o caso do Sítio de Atibaia ao esquema envolvendo Lulinha. De acordo com a colunista Malu Gaspar, de O Globo, o contrato de aluguel de uma mansão em Brasília, que a lobista Roberta Luchsinger arranjou para Lulinha, foi formalizado em nome de outra pessoa e exigia confidencialidade. A documentação foi assinada por Rafael Nicolau Arbex, dentista que já foi testemunha de Bittar no processo da Lava-Jato. Arbex, em seu depoimento à 13ª Vara Federal de Curitiba em 2018, afirmou ter morado gratuitamente na propriedade de Atibaia a convite de Bittar, embora tenha negado que a família de Lula frequentasse o local. Ele também declarou conhecer Lulinha e Bittar há 25 anos, sendo que a esposa de Bittar é prima do dentista.
Fonte: VEJA
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