PL planeja campanha de Michelle Bolsonaro para impulsionar Flávio Bolsonaro
Por Redação
22/08/2026 às 11:00

Foto: VEJA
O Partido Liberal aposta na ex-primeira-dama para o Senado e busca fortalecer a candidatura de seu enteado à Presidência, enfrentando desafios legais e de saúde do ex-presidente.
Michelle Bolsonaro é a principal candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, deseja que a ex-primeira-dama amplie sua campanha para além de Brasília, visando conquistar votos essenciais para Flávio Bolsonaro, seu enteado, que disputa a presidência.
A estratégia do Partido Liberal é aproveitar o capital político que Michelle acumulou durante o governo de Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena em prisão domiciliar. Além disso, ela se afastou recentemente da presidência do PL Mulher.
No entanto, há um obstáculo significativo a ser enfrentado: devido aos cuidados que Michelle deve prestar ao ex-presidente, que enfrenta problemas de saúde após a facada que sofreu em 2018, sua disponibilidade para campanhas prolongadas depende da autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
O histórico de Moraes, que costuma responder de forma rigorosa a críticas, leva Valdemar Costa Neto a alertar os membros do PL sobre a necessidade de agir com “habilidade política” ao se referirem ao Judiciário. Essa situação é complexa, uma vez que muitos candidatos da sigla têm como bandeira a defesa do impeachment de ministros do Supremo, incluindo o próprio Moraes.
Se conseguir contornar esses desafios, Valdemar já indicou que os principais destinos da campanha de Michelle serão no Nordeste, onde o ex-presidente Lula possui vantagem nas intenções de voto. O PL acredita que a situação do bolsonarismo na região melhorou e que candidatos a governador, como Efraim Filho na Paraíba, poderão oferecer apoio em palanques para Flávio Bolsonaro. Apesar disso, o partido reconhece que Lula ainda deve ter a maioria dos votos na região, mas acredita que cada voto conta para reduzir a margem do adversário.
Fonte: VEJA
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