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Ator francês Arnaud Denis opta por eutanásia após anos de dor

Ator francês Arnaud Denis opta por eutanásia após anos de dor

Por Redação

23/09/2026 às 11:12

Ator francês Arnaud Denis opta por eutanásia após anos de dor

Foto: VEJA

Arnaud Denis, de 43 anos, enfrentava dores intensas devido a complicações de uma cirurgia e decidiu pela eutanásia na Bélgica.

O ator e diretor francês Arnaud Denis faleceu aos 43 anos após escolher a eutanásia na Bélgica, conforme informado por seu advogado, Philippe Courtois, à AFP. A decisão foi motivada por anos de sofrimento intenso devido a complicações decorrentes da instalação de uma prótese na virilha direita, resultado de uma hérnia inguinal.

A prótese causou diversos efeitos colaterais, comprometendo o sistema imunológico de Denis e levando-o a um estado de invalidez. Em comunicado, Courtois revelou que a escolha de Denis foi feita após consulta com três médicos em Namur: "Seu corpo não aguentava mais. Ele havia perdido o controle. A morte de Arnaud Denis é consequência da dor intensa que ele vinha sofrendo há muitos meses".

De acordo com o advogado, o caso de Denis ilustra a situação de milhares de pacientes que enfrentam implantes de alto risco sem informações claras ou consentimento adequado, resultando em complicações médicas graves e muitas vezes irreversíveis.

Em entrevista ao jornal Dauphiné Libéré, Denis desabafou sobre sua condição no início de 2026, afirmando: "Já não consigo sair de casa, não tenho vida social, nem vida nenhuma. Não possuo nada que constitua a dignidade da vida de um homem — e piora cada vez mais". Ele comparou sua situação à de um paciente com câncer em fase terminal, mencionando a falta de opções oferecidas pelos médicos.

No mês de março, Denis foi internado em um hospital belga para cuidados paliativos enquanto aguardava a aprovação de seu pedido de eutanásia. Na mesma época, ele registrou uma queixa à Divisão de Saúde do Ministério Público de Paris em busca de reparação legal pelas "lesões não intencionais" que sofreu, mas o caso foi arquivado em agosto, com a justificativa de que as evidências não eram suficientes.

Antes de sua morte, Denis fundou o coletivo "Vítimas francesas de próteses de hérnia", que inspirou muitas pessoas a compartilhar suas experiências traumáticas.

Fonte: VEJA

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