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Fatal Fans investe R$22 milhões em patrocínio ao Corinthians e busca desestigmatizar conteúdo adulto

Fatal Fans investe R$22 milhões em patrocínio ao Corinthians e busca desestigmatizar conteúdo adulto

Por Redação

06/08/2026 às 08:17

Atualizado em 06/08/2026 às 09:32

Fatal Fans investe R$22 milhões em patrocínio ao Corinthians e busca desestigmatizar conteúdo adulto

Foto: BNews

A marca quer reduzir preconceitos em relação ao conteúdo adulto ao associar-se a um grande clube do futebol brasileiro.

A Fatal Fans anunciou um investimento de R$22 milhões para estampar sua marca na camisa do Corinthians até 2027, parte de uma estratégia que visa não apenas retorno financeiro, mas também a desestigmatização do conteúdo adulto. Além do Corinthians, a marca também patrocina outros clubes como Operário e Vila Nova.

A empresa, que pertence à Atlas Technologies e já tinha se associado ao Vitória através da Fatal Models, pretende aproximar o mercado de conteúdo adulto do público em geral. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Samuel Ongaratto, cofundador e diretor de negócios da Atlas, mencionou que a parceria com um dos principais clubes do país visa transmitir credibilidade à plataforma. Segundo ele, o investimento não se justifica apenas pelos números, mas pela associação com marcas respeitáveis.

A Fatal Fans opera com um sistema de assinaturas, permitindo acesso a conteúdos de criadores adultos, enquanto a Fatal Models reúne perfis de acompanhantes. A empresa afirma ter cerca de 30 mil criadores e 7 milhões de acessos mensais, e a Fatal Models, que já patrocinou o Vitória, registra 30 milhões de visitas mensais e projeta faturar R$180 milhões em 2026.

O acordo com o Corinthians foi feito em um momento de crise financeira para o clube, que enfrenta dívidas entre R$2,4 bilhões e R$2,7 bilhões. Apesar do alívio financeiro, o patrocínio gerou debates sobre a publicidade de conteúdo adulto no esporte, especialmente em relação à proteção de crianças e adolescentes.

Ongaratto acredita que o medo em torno do patrocínio é exagerado e minimiza o impacto da publicidade no público infantil. Ele argumenta que a preocupação deveria estar mais relacionada a comportamentos inadequados em estádios do que a anúncios de conteúdo adulto.

A situação gerou representações no Ministério Público de São Paulo e inspirou projetos de lei que buscam restringir a publicidade de plataformas de conteúdo adulto em espaços públicos e eventos esportivos. Ongaratto também comentou sobre a implementação de mecanismos de controle de idade, ressaltando que a Fatal Models foi pioneira nesse aspecto, embora a verificação de idade tenha sido suspensa temporariamente após mudanças na legislação.

Fonte: BNews

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