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Hospital da Bahia planeja demissão de técnicos em radiologia

Hospital da Bahia planeja demissão de técnicos em radiologia

Por Redação

01/08/2026 às 04:01

Hospital da Bahia planeja demissão de técnicos em radiologia

Foto: A Tarde

O Hospital da Bahia pretende dispensar 33 técnicos em radiologia e uma biomédica a partir de agosto de 2026, visando a contratação de profissionais em regime PJ e a realização de exames remotos.

O Hospital da Bahia, que faz parte da Rede Américas, está se preparando para demitir 33 técnicos em radiologia e uma biomédica, com as demissões marcadas para agosto de 2026. Segundo denúncias de funcionários, essa decisão está relacionada à intenção da gestão de contratar novos profissionais sob o regime de Pessoa Jurídica (PJ) e implementar exames a distância.

O Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado da Bahia (SINDIMAGEM-BA) denunciou a falta de negociação coletiva a respeito das demissões e a proposta da gestão em terceirizar a equipe técnica local. Além disso, a empresa não compareceu a uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) e modificou a ata de uma reunião com o sindicato, indicando que houve concordância com os cortes.

Os profissionais relataram que o hospital está planejando a implementação de exames remotos por meio de Telemedicina, o que contraria a Resolução RDC 611/2022 da Anvisa, que exige a presença física e supervisão nos procedimentos. Em nota, o Hospital da Bahia alegou que as demissões são parte de uma reestruturação financeira e negou que haja planos de mudança no atendimento.

Trabalhadores informaram que o hospital está recrutando novos profissionais com salários entre R$ 25 a R$ 35 por turno, sem a inclusão de adicionais de insalubridade ou periculosidade. Um funcionário atual em regime CLT revelou ter sido contatado para trabalhar sob o regime PJ com horários de plantão que incluem turnos de 12 e 24 horas.

O SINDIMAGEM-BA também alertou que a proposta de operar os exames remotamente, utilizando uma central de comandos, pode afetar a qualidade do atendimento aos pacientes, uma vez que a supervisão e o atendimento imediato em situações de emergência não estariam garantidos. A expectativa é que novas audiências no MPT sejam agendadas para discutir as denúncias de 'pejotização' e a falta de negociação coletiva.

Fonte: A Tarde

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