
Foto: A Tarde
O Supremo Tribunal Federal enfrenta sua maior crise, com julgamentos importantes agendados para esta semana. As tensões entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça estão no centro das investigações.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está atravessando a maior crise de sua história, que se aproxima de duas semanas. Os olhares se voltam para os julgamentos que serão realizados nesta terça-feira, 15, envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, e na próxima quarta-feira, 23, sobre o ministro André Mendonça. O caso está relacionado a mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A crise teve início no dia 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de relatórios de investigação que incluíam mensagens de Vorcaro. Moraes, em resposta, acionou o Inquérito das Fake News, solicitando uma investigação sobre Mendonça.
O presidente do STF, Edson Fachin, interveio, retirando a petição contra Mendonça do Inquérito das Fake News e iniciando um novo procedimento para esclarecer os fatos. Fachin defendeu a institucionalidade do tribunal e afirmou que a resposta institucional seria firme e proporcional.
Com o passar dos dias, as tensões aumentaram, especialmente após Mendonça afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o que gerou reações na Advocacia-Geral da União e entre os próprios ministros do STF. Fachin assumiu a competência do caso e suspendeu efeitos das decisões conflitantes.
No dia 11 de setembro, um novo capítulo da crise foi marcado por ofícios trocados entre Moraes e Mendonça, onde acusações de "escolha seletiva" e ocultação de provas foram feitas. O caso se intensificou com pedidos de transparência e a retirada de sigilos de documentos.
Os julgamentos agendados têm potencial para abrir investigações formais sobre a conduta dos dois ministros. Para Moraes, a investigação avaliará se houve vazamento de informações e interferência em apurações. No caso de Mendonça, a análise se concentrará em possíveis abusos de poder e favorecimento a grupos políticos.
Embora o STF possa decidir pela anulação de decisões ou pela retirada de relatoria de Mendonça, sanções mais drásticas, como perda de cargo ou impeachment, são de competência do Senado Federal. A expectativa é que os desdobramentos da situação afetem a imagem e a credibilidade do Supremo em um momento crítico.
Fonte: A Tarde
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