Câmara aprova ampliação do porte de arma para diversas profissões
Por Redação
06/09/2026 às 06:50

Foto: A Tarde
A Comissão de Segurança Pública autorizou o porte de arma para mais de dez categorias de servidores públicos durante o trabalho, com restrições específicas.
Na última sexta-feira, 4, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia o direito ao porte de arma de fogo para várias categorias de servidores públicos, permitindo que utilizem o armamento durante o horário de trabalho. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) e determina que o uso das armas deve ser restrito ao período de serviço, sob a responsabilidade das instituições.
As novas categorias que poderão portar armas incluem:
- Agentes fiscais e auditores fiscais com poder de polícia administrativa;
- Peritos oficiais de natureza criminal;
- Agentes socioeducativos;
- Agentes de trânsito;
- Oficiais de Justiça;
- Agentes de fiscalização ambiental;
- Membros da Defensoria Pública;
- Agentes de proteção da infância e da juventude.
Para algumas dessas categorias, o porte de arma está condicionado ao cumprimento de atribuições específicas. Por exemplo:
- Agentes de trânsito devem atuar na fiscalização ou patrulhamento viário;
- Agentes socioeducativos precisam trabalhar com adolescentes em situações de violência;
- Oficiais de Justiça têm o porte restrito a processos penais com crimes violentos.
As armas deverão ser mantidas pelas instituições públicas, e a lista de servidores autorizados deve ser atualizada no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) a cada seis meses. A comunicação à Polícia Federal sobre perda ou extravio de armamento deve ser feita em até 24 horas.
Embora o texto original do PL 302/26 incluísse o porte para guardas municipais fora do horário de serviço, essa parte foi removida. Portanto, os guardas continuam sujeitos às regras atuais. O deputado Capitão Alden (PL-BA) destacou que a inclusão de novas categorias foi feita com critério para garantir a responsabilidade estatal.
Além disso, a proposta prevê a manutenção do porte de arma após a aposentadoria, desde que o profissional passe por avaliações psicológicas periódicas. A proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), além de ser aprovada pelo Plenário da Câmara e pelo Senado Federal.
Fonte: A Tarde


