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Autorização de compartilhamento de dados sobre filme de Bolsonaro à PF

Autorização de compartilhamento de dados sobre filme de Bolsonaro à PF

Por Redação

24/08/2026 às 14:50

Autorização de compartilhamento de dados sobre filme de Bolsonaro à PF

Foto: A Tarde

O ministro Flávio Dino do STF permitiu que a Polícia Federal receba provas da investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre o filme 'Dark Horse'. O material pode ajudar a elucidar possíveis desvios de verba pública.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu autorização para que a Polícia Federal (PF) receba provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo. Essas evidências estão ligadas a investigações sobre a produtora Karina Ferreira da Gama, que é responsável pelo filme "Dark Horse", que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi divulgada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, e atende a um pedido da PF. O objetivo é incluir esses documentos em um inquérito que investiga se recursos públicos provenientes de emendas parlamentares foram desviados para a produção do longa-metragem.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação que teve como alvos Karina, a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a produtora Go Up Entertainment. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sedes das entidades e em duas residências da investigada.

A investigação em São Paulo centra-se em suspeitas de fraudes em um contrato entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo. Embora o foco da apuração estadual seja distinto do inquérito federal, a PF acredita que as informações obtidas nas buscas podem auxiliar na rastreabilidade dos recursos e na verificação se verbas destinadas a projetos aliados financiaram a produção do filme.

O caso também tem implicações no cenário político, envolvendo pelo menos cinco parlamentares. Um dos nomes destacados é o do deputado federal Mário Frias, que alocou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao ICB em 2024. Em uma manifestação feita em maio, Mário Frias negou qualquer irregularidade, afirmando que os valores destinados ao ICB não foram utilizados para a produção do filme sobre o ex-presidente.

Fonte: A Tarde

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