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Tifanny busca na Justiça o direito de jogar torneios de vôlei

Tifanny busca na Justiça o direito de jogar torneios de vôlei

Por Redação

16/10/2026 às 15:56

Tifanny busca na Justiça o direito de jogar torneios de vôlei

Foto: VEJA

Atleta trans foi barrada de participar da Supercopa e da Superliga devido a novas regras da Confederação Brasileira de Vôlei.

Tifanny Abreu, jogadora do time de vôlei Osasco, recorreu à Justiça para assegurar sua participação na Supercopa e na Superliga, conforme informado pelo GE. A atleta foi impedida de competir por conta das novas diretrizes de elegibilidade implementadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para mulheres transgênero, uma mudança anunciada em agosto.

A CBV agora segue as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI), que exige que jogadoras apresentem um teste genético negativo para o gene SRY, relacionado ao desenvolvimento masculino. A Supercopa tem sua primeira partida marcada para esta sexta-feira, 16, contra o Praia Clube. Na quinta-feira, 15, as inscrições das jogadoras do Osasco foram aceitas, exceto a de Tifanny.

A Superliga iniciará na próxima semana. Com 41 anos, Tifanny foi a primeira atleta transexual a jogar oficialmente no campeonato feminino do Brasil, em 2017, e já está em sua sexta temporada no clube. A Justiça Desportiva foi acionada para tentar garantir uma liminar enquanto o caso é analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o pedido foi negado nesta manhã.

Um novo recurso foi apresentado ao Tribunal Pleno do STJD, além de um pedido de liminar na Justiça comum. O advogado da atleta, Luis Fernando Novaes, destacou que a Constituição Federal proíbe que novas normas revoguem direitos já estabelecidos. Ele enfatizou que Tifanny contribuiu para que o Osasco chegasse à Supercopa e, portanto, deveria ter o direito de competir.

Tifanny expressou seu descontentamento em seu perfil no Instagram após a conquista do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino 2026, afirmando que a vitória simboliza a luta pela aceitação e respeito. "Não vou desistir! Não vou abrir mão da minha história e do meu direito de continuar exercendo a profissão que escolhi", declarou.

Ela finalizou dizendo que deseja continuar jogando e construindo sua trajetória até decidir encerrar sua carreira, buscando dignidade e reconhecimento como qualquer atleta merece.

Fonte: VEJA

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