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Reuniões de banqueiro no Planalto são confirmadas por registros da Presidência

Reuniões de banqueiro no Planalto são confirmadas por registros da Presidência

Por Redação

13/10/2026 às 12:41

Reuniões de banqueiro no Planalto são confirmadas por registros da Presidência

Foto: VEJA

Registros mostram que Daniel Vorcaro esteve em encontros no Planalto com Júlio Cezar, apontado como operador de propinas do governo Lula.

Documentos da Presidência da República revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro participou de pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto ao lado de Júlio Cezar, identificado como operador de propinas vinculado ao ministro Alexandre Padilha durante o atual governo de Lula. A revista VEJA, em sua nova edição, fornece detalhes sobre como o grupo de Lula supostamente buscou liberar recursos de fundos de pensão em troca de propinas, conforme relatos de Vorcaro.

Os registros do Gabinete de Segurança Institucional confirmam as alegações do banqueiro, que foram incluídas em uma proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República (PGR). O primeiro encontro registrado ocorreu no dia 1º de março de 2024, quando Vorcaro e Júlio se registraram no Planalto às 14h33. Após a reunião com Padilha, Vorcaro recebeu uma mensagem de Júlio, com a frase: "Grande Daniel, já tenho novidades… Me liga".

Na proposta de delação, Vorcaro detalha que a reunião incluiu Padilha, Olavo Noleto e outros. Ele menciona que, durante o encontro, Padilha tinha uma postura mais receptiva do que proativa, mas indicou que as conversas com Olavo teriam o mesmo peso que as tratativas com ele. Vorcaro também relata uma reunião reservada em sua casa, onde discutiram um plano de captação de até 10 bilhões de reais nos fundos de pensão, com a promessa de que o grupo de Padilha receberia 1 bilhão em propina.

A proposta de delação também menciona que Vorcaro pagou um sinal de 500 mil reais em propina, após o governo permitir que o Master operasse nos fundos. A investigação da PF e da PGR, no entanto, não avançou devido à alegação de falta de provas.

O segundo encontro entre Vorcaro e Júlio ocorreu em 3 de abril de 2024, conforme os registros de entrada no Planalto. Mensagens trocadas entre eles indicam que as reuniões em Brasília eram estratégicas e cuidadosamente planejadas. Vorcaro buscava assegurar que suas agendas fossem confirmadas, enquanto Júlio assegurava que tudo seria organizado para atender o banqueiro.

Além disso, as mensagens revelam que Padilha tinha influência considerável sobre os fundos de pensão, e Vorcaro esteve com Lula em um encontro em dezembro de 2024, não registrado na portaria da Presidência. O esquema de Vorcaro envolvendo os fundos de pensão enfrentou dificuldades após vazamentos na imprensa, que resultaram na destituição de gerentes da Caixa Econômica Federal que se opuseram a suas operações.

A situação culminou em um escândalo que fez com que decisões sobre investimentos fossem adiadas. Vorcaro, que alega ter provas das irregularidades, ainda não teve seu pedido de investigação atendido pelas autoridades. O ministro Padilha e Olavo Noleto negaram as acusações feitas pelo banqueiro em nota enviada à imprensa.

Fonte: VEJA

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