PT busca apoio do Centrão para neutralizar Flávio Bolsonaro no Rio
Por Redação
04/09/2026 às 13:35

Foto: VEJA
O partido visa contornar lideranças que poderiam apoiar Flávio em áreas bolsonaristas.
Com a divulgação de uma pesquisa do Real Time Big Data que mostra um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, o PT está otimista em sua estratégia eleitoral. Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido, atribui o resultado à intensificação da campanha no estado, que é um reduto do bolsonarismo, com foco no eleitorado de centro.
A movimentação conta com o apoio de lideranças políticas da Baixada Fluminense que, ao apoiarem Eduardo Paes (PSD), decidiram manter uma posição de neutralidade em relação à eleição presidencial. Há um entendimento entre essas figuras, inclusive algumas tradicionalmente ligadas a Bolsonaro, de não promover a candidatura de Flávio. O discurso predominante é que a prioridade é garantir a vitória de Paes sobre Douglas Ruas (PL), o candidato ao governo apoiado por Flávio.
A estratégia foi discutida em um encontro com Lula na residência do prefeito Eduardo Cavaliere. Quaquá destacou que a esquerda no Brasil consegue vencer eleições e governar ao formar alianças com o centro e que no Rio estão seguindo essa linha.
O plano inclui a "neutralização" de figuras que antes estavam ao lado de Flávio em sua base eleitoral. Isso ficou evidente durante eventos de Flávio com Ruas em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, onde importantes lideranças não compareceram. Washington Reis (MDB) apoiou a candidatura de Paes ao indicar sua irmã, Jane Reis, como vice. Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, mudou de lado, passando de vice de Ruas para aliado de Paes. Antonio Rueda, presidente do União Brasil, também está alinhado com essa estratégia.
A pesquisa do Real Time Big Data, referente ao primeiro turno, revela que Flávio tem 36% das intenções de voto, enquanto Lula possui 34%. No segundo turno, o cenário é similar, com Flávio liderando com 45% contra 41% de Lula, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Fonte: VEJA
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