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O Bahia, pioneiro no Nordeste ao chegar à semifinal do Brasileirão Feminino, destaca a importância da preparação das goleiras.
O Esporte Clube Bahia fez história ao se tornar o primeiro clube nordestino a alcançar a semifinal do Brasileirão Feminino. Na última sexta-feira, após um empate de 1 a 1 com o Palmeiras no tempo normal, as Mulheres de Aço garantiram a classificação ao vencer a disputa de pênaltis por 5 a 4. A goleira Yanne Lopes teve um papel crucial, defendendo um pênalti decisivo na disputa, o que ressaltou a relevância da preparação para essas situações.
Para entender melhor como é o trabalho de preparação das goleiras do Bahia, a VEJA conversou com André Cainã, preparador da posição. Com 31 anos e formação em Educação Física, Cainã compartilhou detalhes sobre sua trajetória e metodologia de treinamento. Ele começou sua carreira como goleiro e, desde 2015, atua como preparador, passando por diferentes clubes até chegar ao Bahia em 2026.
Segundo ele, a preparação das goleiras vai além da técnica e inclui aspectos como leitura de jogo, tomada de decisão e coragem. O trabalho diário envolve simulações de situações reais de jogo, além de treinos específicos para cobranças de pênaltis, onde a análise do comportamento dos adversários é fundamental.
Cainã destaca que a evolução das goleiras no futebol feminino tem sido impulsionada pela profissionalização da modalidade, que proporciona acesso a melhores treinamentos e informações. A importância do jogo com os pés também cresceu, permitindo que as goleiras participem mais ativamente da construção das jogadas.
Em relação a Yanne Lopes, o preparador menciona que ela tem se destacado não apenas pelas defesas, mas também pela sua coragem em participar do jogo de forma agressiva. Cainã acredita que Yanne possui características que a tornam apta a ser convocada para a Seleção Brasileira, dada sua atuação na Série A1.
Para quem deseja seguir carreira como preparador de goleiras, André Cainã aconselha a busca constante por conhecimento e a importância de entender as particularidades de cada atleta, ressaltando que a gestão de pessoas é essencial no trabalho.
Fonte: VEJA
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