Operadores do PCC planejam construção no interior de São Paulo, revela MP-SP
Por Redação
04/09/2026 às 13:33

Foto: VEJA
Dois terrenos foram adquiridos por quase R$ 4 milhões para implantar um projeto no setor sucroenergético em Catanduva.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma denúncia à Justiça que revela um audacioso plano de dois indivíduos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Os acusados, Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo, pretendiam transformar a sede do Grupo Itajobi em um grande empreendimento sucroenergético localizado em Catanduva, na região de São José do Rio Preto.
A ação foi considerada uma obra faraônica após a aquisição de dois terrenos na região, totalizando quase R$ 4 milhões em 2023. O MP informou que o Grupo Itajobi I busca reposicionar e expandir as atividades da organização criminosa, anteriormente ligada ao Grupo Copape, para o interior de São Paulo, com Catanduva sendo o ponto central dessa nova investida.
Os denunciados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O MP esclarece que os imóveis adquiridos têm grande importância simbólica, servindo para a construção da sede do Grupo Itajobi, que busca se estabelecer como referência no setor de usinas sucroalcooleiras em São Paulo. Além disso, a organização planejava expandir suas atividades para outros estados.
A aquisição dos terrenos foi realizada por meio de empresas de fachada, com o intuito de ocultar a verdadeira natureza das operações. O MP destaca que a intenção de estabelecer Catanduva como o centro operacional da organização é o foco da denúncia. A construção de um grande escritório para o grupo criminoso está sendo gerenciada pela construtora de um parente de Mourad.
Além disso, Mourad comprou uma residência em um condomínio de luxo em Catanduva, a cerca de 22 km da Usina Itajobi. Em 2024, ele foi visto embarcando em um voo no Aeroclube de Catanduva, utilizando um carro da usina e se apresentando com um nome falso. As defesas dos acusados afirmam que não há provas contundentes e esperam que a ação seja considerada improcedente.
Fonte: VEJA
Relacionadas
Fachin propõe Código de Ética no STF e o fim do inquérito das fake news
04/09/2026 às 11:57
Por Redação
Edson Fachin comenta sobre crise no STF e promete agir corretamente
04/09/2026 às 11:56
Por Redação
Mais Lidas


