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Operador de propinas do Planalto menciona apoio a Vorcaro no Banco do Brasil

Operador de propinas do Planalto menciona apoio a Vorcaro no Banco do Brasil

Por Redação

10/10/2026 às 13:12

Operador de propinas do Planalto menciona apoio a Vorcaro no Banco do Brasil

Foto: VEJA

Áudios e mensagens revelam articulações entre o dono do Banco Master e o grupo político do ministro Alexandre Padilha.

A Polícia Federal encontrou mensagens que revelam um intenso relacionamento entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o grupo do ministro Alexandre Padilha, que na época era responsável pelas Relações Institucionais da Presidência. Essas comunicações, que incluem mais de 450 mensagens e 180 telefonemas, datam de fevereiro de 2024, quando uma reunião entre Vorcaro e a Fundação Petrobras de Seguridade, a Petros, foi cancelada.

O banqueiro buscava captar 10 bilhões de reais junto aos fundos previdenciários de estatais, como Petrobras e Banco do Brasil, utilizando ativos de baixo valor do Banco Master. Vorcaro esperava que 1 bilhão de reais em propina fosse direcionado ao grupo político, com a intermediação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do consultor identificado apenas como “Júlio”.

Em um áudio de maio de 2024, Júlio menciona a possibilidade de facilitar um encontro entre Vorcaro e o presidente da Petros, indicativo de sua influência no processo. O operador, que possui uma consultoria em Goiás, se tornou um elo entre Vorcaro e os dirigentes dos fundos de pensão, com o objetivo de renegociar o cancelamento da reunião anterior.

No dia 1º de março de 2024, Vorcaro se encontrou com Padilha no Palácio do Planalto, onde ficou claro que o acesso aos fundos de pensão estava condicionado ao pagamento de propina, estabelecendo um valor de 10% sobre o que fosse captado.

Após este encontro, Vorcaro conseguiu agendar reuniões com outras cúpulas dos fundos, incluindo a do Postalis, e obteve acesso à lista de instituições autorizadas a operar com os fundos de previdência estatais. Contudo, a primeira tentativa de captar 500 milhões de reais na Caixa Econômica Federal em julho de 2024 acabou em escândalo, prejudicando as articulações feitas para facilitar o acesso do Banco Master aos recursos dos fundos.

Fonte: VEJA

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