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Um teste de sangue inédito promete facilitar o diagnóstico precoce da doença, permitindo tratamentos mais eficazes.
Nos últimos anos, o Brasil tem avançado no combate ao Alzheimer, uma doença que afeta a memória e outras funções cognitivas, especialmente em uma população envelhecendo. Recentemente, o país recebeu um novo exame de sangue que ajuda na identificação da condição, que atualmente atinge mais de 2 milhões de brasileiros e pode triplicar até 2030.
Aprovado pela Anvisa, o teste busca a proteína tau, cujos níveis aumentam no sangue em presença de placas no cérebro que danificam neurônios, um dos principais sinais da doença. De acordo com o neurocientista Eduardo Zimmer, do Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre, o exame apresenta mais de 90% de precisão na detecção, embora não forneça informações sobre a gravidade da demência.
Este método é especialmente útil para diferenciar se sintomas como perda de memória e desorientação são provocados pelo Alzheimer ou por outras doenças. Com um diagnóstico mais rápido, é possível iniciar o tratamento antes que os sintomas se agravem. "Recursos como esse, aliados a outros testes, podem ajudar na identificação precoce da doença", ressalta a geriatra Claudia Suemoto, da USP.
É importante observar que o exame não é um check-up de rotina; sua utilização é recomendada para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência, geralmente a partir dos 50 anos. O teste pode complementar outros métodos diagnósticos, como a punção lombar e o PET-CT amiloide.
Contudo, o exame de sangue não deve ser considerado isoladamente. O neurologista Adalberto Studart Neto alerta que nem todos os indivíduos com biomarcadores positivos desenvolverão a doença. O diagnóstico em pessoas sem sintomas ainda é um desafio, e outras condições podem influenciar a saúde cognitiva. O Elecsys pTau217, por sua praticidade e custo de aproximadamente 3 mil reais, representa uma evolução significativa na abordagem do Alzheimer, em comparação aos métodos tradicionais que podem custar muito mais. Atualmente, o exame não é coberto por convênios nem oferecido pelo SUS, mas há planos para sua inclusão no sistema público de saúde, considerando a relevância do Alzheimer como um desafio de saúde pública.
Fonte: VEJA
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