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Justiça reverte demissão de delegado e deputado Carlos Alberto da Cunha

Justiça reverte demissão de delegado e deputado Carlos Alberto da Cunha

Por Redação

03/09/2026 às 17:43

Justiça reverte demissão de delegado e deputado Carlos Alberto da Cunha

Foto: VEJA

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, que havia sido exonerado pelo governador Tarcísio de Freitas.

Na tarde do dia 3 de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu suspender a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, também conhecido como Delegado da Cunha e deputado federal pelo União Brasil-SP. A liminar foi concedida pelo desembargador Álvaro Torres Júnior e reintegra o policial ao cargo, do qual ele havia sido afastado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta mesma data.

A exoneração de Da Cunha foi motivada por um processo administrativo disciplinar que o acusava de simular operações policiais e gravar essas ações para suas redes sociais. Seu canal no YouTube, criado em março de 2013, conta com 3,5 milhões de seguidores.

Um episódio específico, ocorrido em 16 de junho de 2020, foi mencionado no parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Na ocasião, um sequestrador foi preso na Vila Nhocuné, zona leste de São Paulo, por outro delegado. Da Cunha chegou ao local com um cinegrafista e simulou a prisão do criminoso, atribuindo a si mesmo a responsabilidade pela captura. O vídeo foi posteriormente publicado em seu canal.

A investigação sobre suas ações foi iniciada em setembro de 2021. Paralelamente, Da Cunha enfrenta acusações de violência doméstica contra uma ex-namorada. A Corregedoria da Polícia Civil já havia recomendado sua demissão anteriormente, mas a formalização ocorreu somente nesta quinta-feira.

No despacho que anunciou sua demissão, o governador Tarcísio de Freitas citou como justificativa legal o artigo 74 da Lei Orgânica das Polícias, que prevê demissão em casos de procedimento irregular de natureza grave.

Em 29 de setembro, Da Cunha entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça para contestar sua demissão. O desembargador que analisou o pedido considerou que a exoneração deveria ser suspensa até que a Justiça esclarecesse se o processo disciplinar respeitou os trâmites legais.

Embora utilize o título de delegado, Carlos Alberto da Cunha está afastado da Polícia Civil desde 2021 e atualmente responde a pelo menos dois processos administrativos. Ele foi eleito deputado federal em 2022 pelo PP, recebendo 181.568 votos, e busca a reeleição. A reportagem tentou contato com Da Cunha, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Fonte: VEJA

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