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A comparação revela como a cirurgia bariátrica enfrenta o desafio da nova tecnologia das canetas emagrecedoras.
A história da Kodak, que dominou o mercado de fotografia analógica, ilustra os riscos de não reconhecer inovações. Em 1975, a empresa desenvolveu a primeira câmera digital, mas seus executivos não acreditaram no potencial da nova tecnologia, pois a empresa já lucrava com a produção de filmes e revelações. Esse erro de percepção resultou em prejuízos bilionários e, eventualmente, na falência da companhia.
Um cenário semelhante ocorre na área da saúde, especialmente com a cirurgia bariátrica, que desde a década de 1950 tem ajudado muitas pessoas com obesidade grave. Para obter bons resultados, as equipes médicas controlam todo o processo, desde a preparação do paciente até os cuidados pós-operatórios.
No entanto, uma nova alternativa, popularmente conhecida como “caneta emagrecedora”, começou a ganhar destaque. Com resultados eficazes, essa tecnologia se tornou a escolha preferida de muitos, superando as opções tradicionais. A evolução dos peptídeos, que atuam no controle da obesidade de forma mais eficiente, é rápida e contínua.
As canetas, como a semaglutida (Ozempic), tornaram-se um fenômeno comercial, rapidamente esgotando nas prateleiras. Essas novas opções são mais fáceis de usar e proporcionam uma imagem mais saudável para os pacientes. Avanços ainda mais significativos estão sendo feitos com a tirzepatida (Mounjaro), que promete menos efeitos colaterais e resultados mais nítidos.
Entretanto, a indústria também enfrenta desafios com a produção de versões falsificadas dessas medicações, que podem apresentar riscos à saúde. Com a crescente demanda, novas pesquisas estão sendo realizadas para aprimorar o tratamento da obesidade e do diabetes, incluindo a retatrutida, que ainda está em fase de testes.
Assim como a Kodak, a cirurgia bariátrica continuará a ser uma opção, mas com um público cada vez mais restrito, composto por aqueles que não se adaptaram às novas tecnologias ou que não têm acesso a elas. Para casos mais complexos, a cirurgia tradicional pode ainda ser a solução mais eficaz.
Fonte: VEJA
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