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Garotinho responde a decisão da Justiça que questiona sua candidatura ao governo do Rio
Garotinho responde a decisão da Justiça que questiona sua candidatura ao governo do Rio
Por Redação
11/08/2026 às 17:11

Foto: VEJA
O ex-governador Anthony Garotinho se manifestou sobre a decisão que coloca em dúvida seu registro para as eleições. Ele acredita que está elegível e que a punição já expirou.
No dia 11 de outubro, Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato pelo Republicanos, se manifestou em uma transmissão ao vivo nas redes sociais sobre a decisão da Justiça que ameaça sua candidatura. Garotinho enfatizou que "não existe possibilidade de o registro ser negado", argumentando que já cumpriu o período de suspensão de seus direitos políticos.
A decisão em questão foi proferida pelo juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que confirmou que uma condenação por improbidade administrativa contra Garotinho transitou em julgado. O processo revela que o ex-governador esteve envolvido no desvio de pelo menos R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, parte dos quais teria sido usada para financiar sua candidatura presidencial em 2006. A Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos, a partir da condenação em 2018, e a Justiça Eleitoral será responsável por decidir sua elegibilidade para as eleições.
Durante a transmissão, Garotinho alegou que a decisão da 4ª Vara não o torna inelegível. Ele reforçou que a única decisão vigente é a que reconheceu o trânsito em julgado da condenação em 2018. Segundo Garotinho, a suspensão de seus direitos políticos começou em 2018, o que o tornaria elegível, pois a punição já teria expirado.
Em uma nota divulgada em suas redes sociais, o advogado de Garotinho, Admar Gonzaga, sustentou que sua inelegibilidade se encerrará em 31 de julho de 2026. Garotinho também mencionou que, nas eleições de 2022, o Ministério Público Eleitoral havia solicitado a impugnação de sua candidatura a deputado federal, e que qualquer decisão contrária à sua elegibilidade seria um desvio da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.
Embora tenha criticado a tramitação do processo, Garotinho não entrou em muitos detalhes sobre o desvio dos R$ 234,4 milhões, limitando-se a afirmar: "Não fiz nada do que está ali". Ao final da transmissão, ele voltou a criticar o pré-candidato do PSD, Eduardo Paes, pela ausência no debate da Band, ocorrido no último domingo, 9, dizendo: "Quem não deve, não teme". A campanha de Paes justificou sua ausência afirmando que ele não participará de debates antes do início oficial da campanha e da confirmação dos registros de candidaturas pela Justiça Eleitoral.
Fonte: VEJA
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