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A FDA autorizou o robô Aletta, que coleta sangue sem intervenção humana, mas sob supervisão de um profissional treinado.
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, deu a aprovação ao primeiro robô autônomo para coleta de sangue, chamado Aletta. O dispositivo é indicado para adultos em ambientes ambulatoriais e deve ser operado com a supervisão de um flebotomista treinado.
A coleta de sangue é um procedimento comum nos EUA, mas a escassez de flebotomistas pode causar atrasos nos atendimentos. O FDA informou que um flebotomista pode supervisionar até três robôs Aletta ao mesmo tempo, ajudando a mitigar essa falta de profissionais.
Dados clínicos demonstraram que o Aletta possui taxas de sucesso na coleta de sangue que são comparáveis ou até superiores às dos flebotomistas humanos. O robô foi testado em uma diversidade de pacientes, incluindo aqueles com diferentes condições de saúde e tons de pele, apresentando poucos eventos adversos.
O funcionamento do Aletta é autônomo, mas inicia a coleta apenas após a autorização do flebotomista. O robô orienta o paciente a posicionar o braço corretamente e, em seguida, utiliza luz infravermelha e ultrassom Doppler para localizar a veia. Se não encontrar uma veia adequada, o procedimento não é realizado.
Após localizar a veia, o Aletta aplica um torniquete, prepara a pele, insere a agulha e troca os tubos de coleta, além de aplicar um curativo ao final. O flebotomista deverá garantir que os tubos foram preenchidos corretamente antes de finalizar o processo.
O dispositivo conta com várias camadas de segurança, como a aplicação contínua de desinfetante e sensores que interrompem o procedimento se o paciente se mover excessivamente.
Leonardo Vedolin, vice-presidente da Área Médica da Dasa, acredita que a automação pode aumentar a segurança e a qualidade das amostras, embora o recrutamento de profissionais capacitados continue sendo um desafio. Ele ressalta que a tecnologia não visa substituir empregos, mas transformar a prática médica, permitindo que os profissionais se concentrem mais na experiência do paciente.
Vedolin também afirmou que a empatia e o manejo emocional dos pacientes, especialmente em casos mais delicados, como crianças e idosos, ainda dependem da sensibilidade humana.
Fonte: VEJA
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