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O diretor, conhecido por suas obras sobre a cultura cigana, morreu enquanto trabalhava em um novo projeto na França.
O cineasta Tony Gatlif, famoso por suas obras que exploram as culturas cigana e migrante, faleceu aos 77 anos na última quinta-feira, 3, em Arles, no sul da França. Ele estava desenvolvendo um novo filme histórico no momento de sua morte, conforme noticiado pela imprensa local.
A ministra da Cultura da França, Catherine Pégard, prestou uma homenagem ao cineasta em suas redes sociais, destacando o seu aprecio por histórias que abordam vidas muitas vezes negligenciadas e a forma como Gatlif retratava a música, o movimento, o exílio e a liberdade.
Entre suas obras mais notórias estão Gadjo Dilo (1997), com Romain Duris, e Exils (2004), que lhe concedeu o prêmio de direção no Festival de Cannes. Ao longo de sua carreira, Gatlif focou em narrativas de caráter social e na cultura cigana, incorporando elementos do flamenco e da música tzigana.
Nascido como Michel Dahamani em 10 de setembro de 1948, Gatlif era filho de pai cabila e mãe cigana. Sua mudança de nome ocorreu na adolescência, quando ele alterou sua identidade para evitar a repatriação à Argélia durante uma fiscalização policial. Ele escolheu o nome "Gatlif" em homenagem a um parque em Argel e, após passar por uma casa de correção, foi enviado para a Camarga, região que influenciou significativamente sua formação e obra.
Em uma entrevista à AFP em 2021, Gatlif refletiu sobre sua jornada, afirmando: "Travei uma batalha contra o meu destino, contra mim próprio, e isso não é pouco". Ele também comentou sobre sua chegada à Camarga e a forma respeitosa como as pessoas o tratavam, sem preconceitos.
Fonte: VEJA
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