Ex-presidente do PSB pede mais ação da esquerda contra o crime organizado
Por Redação
15/08/2026 às 14:32
Atualizado em 15/08/2026 às 15:53

Foto: VEJA
Um estudo recente do PSB aponta uma nova realidade eleitoral e a sensação de abandono do Estado entre jovens, mães e evangélicos no Brasil.
A Fundação João Mangabeira, ligada ao PSB, divulgou o estudo intitulado "O novo perfil eleitoral do Brasil", que analisa eleitores de diversas faixas de renda e regiões. O foco do relatório recai sobre três grupos: jovens em situação precária, mães chefes de família que fazem cálculos sobre os preços básicos do mercado, e evangélicos que encontram acolhimento em suas igrejas, substituindo a falta de apoio estatal. Esses grupos, segundo o estudo, não estão desconectados; representam diferentes faces de um mesmo sentimento de abandono.
O estudo revela que esses indivíduos desenvolveram estratégias próprias para lidar com o descaso do poder público. Entre elas, destacam-se a valorização do empreendedorismo em um Estado burocrático, o apoio a políticas de segurança mais rigorosas, motivadas pelo receio de que seus filhos não voltem para casa, e um conservadorismo moral que busca fortalecer a comunidade religiosa.
Carlos Siqueira, presidente da Fundação João Mangabeira e ex-líder do PSB, afirma que a pesquisa indica a necessidade de a esquerda repensar suas abordagens e políticas de segurança. Ele ressalta que a violência e a criminalidade são as principais preocupações dos cidadãos brasileiros, de acordo com um levantamento recente do BTG/Nexus.
Siqueira enfatiza que o combate ao crime organizado deve ser mais firme e determinado, especialmente devido à preocupação crescente de pais com a segurança de seus filhos nas periferias urbanas. Ele argumenta que a abordagem da esquerda precisa ser reformulada, pois é necessário agir com vigor e implementar políticas públicas consistentes. Contudo, ele alerta que a solução para a violência não pode ser apenas a repressão, a qual, embora essencial, deve ser acompanhada de ações que abordem as causas sociais da criminalidade.
Essa preocupação com a segurança já está gerando discussões acaloradas antes do início oficial da campanha eleitoral. O candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, promete, se eleito, declarar uma "guerra" contra organizações criminosas como o Comando Vermelho e o PCC, enquanto critica o atual presidente Lula por sua abordagem ao combate ao crime organizado.
Fonte: VEJA
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