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Eduardo Paes se destaca na Baixada Fluminense após desfalque de apoio a Douglas Ruas
Eduardo Paes se destaca na Baixada Fluminense após desfalque de apoio a Douglas Ruas
Por Redação
13/08/2026 às 15:31

Foto: VEJA
A Baixada Fluminense é crucial na disputa pelo governo do Rio, com Eduardo Paes se fortalecendo após a saída de apoio a Douglas Ruas.
A corrida pelo governo do Rio de Janeiro passa pela Baixada Fluminense, região que abriga 13 municípios e importantes colégios eleitorais. Atualmente, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), é visto como o candidato mais forte entre os prefeitos da área.
Com a recente desistência da federação União Progressista, que inclui o União Brasil e o PP, de apoiar Douglas Ruas (PL), a situação se tornou favorável para Paes, que vem conquistando apoio de várias lideranças locais. Ruas, por sua vez, perdeu apoio significativo após o rompimento da aliança.
A Baixada Fluminense inclui dois dos quatro maiores colégios eleitorais do estado: Duque de Caxias, com 635 mil eleitores, e Nova Iguaçu, com 615 mil. Além disso, outros municípios como São João de Meriti, Belford Roxo e Magé também são relevantes na eleição, todos com mais de 100 mil eleitores.
Um apoio importante para Paes foi o do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), que anteriormente havia sido anunciado como vice de Ruas. Juntamente com Lisboa, o atual prefeito Dudu Reina (PP) também declarou sua adesão ao ex-prefeito carioca.
Essas novas alianças consolidam a vantagem de Paes na região, embora ele enfrente o desafio de aumentar sua popularidade fora da capital. Para isso, escolheu como vice a advogada Jane Reis (MDB), irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, uma figura influente na política local.
Além de Jane Reis, outros prefeitos da região, como Andrezinho Ceciliano (Paracambi) e Glauco Kaizer (Queimados), também demonstraram apoio a Paes, fortalecendo ainda mais sua candidatura.
A Baixada era uma área considerada estratégica para o PL, que esperava que a estrutura de prefeitos e a relação com as prefeituras beneficiassem a candidatura de Ruas. Com o desmantelamento da aliança, o partido precisou montar uma chapa própria, reduzindo suas perspectivas de tempo de televisão, algo importante para um candidato ainda novo no cenário político.
Enquanto isso, Paes conseguiu atrair membros do Centrão, mesmo com a neutralidade da União Progressista. Ruas mantém bases na região metropolitana, especialmente em São Gonçalo, administrada por seu pai, no entanto, a dinâmica da corrida eleitoral pode mudar rapidamente com essas novas alianças.
Fonte: VEJA
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