Home
/
Notícias
/
Brasil
/
Deputado Ricardo Abrão é alvo de operação da PF por suspeita de compra de votos
Deputado Ricardo Abrão é alvo de operação da PF por suspeita de compra de votos
Por Redação
03/09/2026 às 08:48
Atualizado em 03/09/2026 às 10:10

Foto: VEJA
Ricardo Abrão, que assumiu a vaga de Chiquinho Brazão, é investigado por um esquema de compra de votos em Nilópolis.
O deputado federal Ricardo Abrão (PSDB) foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira, 3, durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Nilópolis, na Baixada Fluminense. A PF também informou que obteve o afastamento do sigilo de dados de equipamentos eletrônicos relacionados ao caso.
A operação é um desdobramento de investigações iniciadas em outubro de 2024, que resultaram na prisão de 24 pessoas, incluindo três policiais militares, e em fevereiro de 2025, na execução de mandados judiciais na Operação Astreia. Em outubro de 2024, a PF revistou um imóvel associado ao candidato à reeleição como prefeito, Abraão David Neto, conhecido como Abraãozinho (PL), onde foram encontrados aproximadamente R$ 63 mil em dinheiro, uma pistola com dois carregadores e um carro com propaganda eleitoral.
Abraãozinho, que negou qualquer irregularidade, foi reeleito em 2025 e é primo de Ricardo Abrão.
Quem é Ricardo Abrão
Ricardo Abrão assumiu a vaga do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 76 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. Abrão é formado em Direito e empresário, sendo filho de Farid Abrão David, ex-prefeito de Nilópolis, e sobrinho do contraventor Aniz Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis.
Ele iniciou sua trajetória política em 2001 como chefe de gabinete na Prefeitura de Nilópolis e foi deputado estadual por dois mandatos (2003–2006 e 2011–2014). Também ocupou o cargo de presidente da Beija-Flor entre 2017 e 2021.
A VEJA tenta contato com a defesa de Ricardo Abrão e deixamos o espaço aberto para manifestação.
Fonte: VEJA


