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A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, negou que ele tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação da Polícia Federal (PF) realizada na sexta-feira, 14. O advogado Carlo Luchione, em comunicado, afirmou que Castro "desconhece ter sido alvo da operação" e que não ocorreram buscas em nenhum endereço relacionado a ele, incluindo sua residência. Ele ainda mencionou que a casa em Petrópolis era alugada e o contrato foi rescindido meses atrás, após a saída de Castro do governo.
A segunda fase da Operação Sem Refino investiga crimes como gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado, além de irregularidades na comercialização de combustíveis. A PF executou 16 mandados de busca e apreensão, alguns ligados a Castro, para apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, além de lavagem de dinheiro associada ao esquema criminoso.
A operação está inserida em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados no estado e suas conexões com agentes públicos. Em maio, Castro já havia sido alvo de duas operações da PF, que investigavam aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master.
Segundo a PF, o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou um jantar luxuoso em Nova York para o então governador, enquanto Castro participava do LIDE Brazil Investment Forum. Em 2024, Vorcaro também convidou Castro para uma degustação de uísque, coincidindo com um investimento de R$ 80 milhões do Rioprevidência no banco.
Fonte: VEJA
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