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O Tribunal Superior Eleitoral investiga ataques e ameaças contra seus servidores, que agora circulam sob proteção.
No domingo do primeiro turno das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou aproximadamente 40.000 tentativas de ataques hacker, principalmente do tipo negação de serviço (DDoS), com o objetivo de sobrecarregar seus servidores e desativar o site da Corte.
A principal preocupação do TSE não era com a possibilidade de interferência estrangeira, investigada anteriormente pela Polícia Federal em um inquérito já arquivado, mas com um cibercriminoso brasileiro conhecido como Azael. Este hacker já havia reivindicado ataques a instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Petrobras, e anunciou nas redes sociais que o TSE seria seu alvo no dia das eleições.
Em resposta, o tribunal adotou medidas de segurança, desconectando os computadores de ministros e servidores da internet quatro dias antes do pleito, orientando os funcionários a trabalharem offline até que 100% dos votos fossem apurados.
Durante a votação, o sistema de divulgação dos resultados enfrentou um atraso de cerca de 50 minutos, embora a totalização dos votos tenha ocorrido normalmente. Após uma análise, o TSE confirmou que o problema foi causado pela grande quantidade de dados sendo processados simultaneamente, e não um ataque cibernético.
Além disso, em 8 de outubro, o TSE solicitou à Polícia Federal a abertura de uma investigação sobre ataques e ameaças dirigidas a seus servidores, que incluíram a divulgação de informações pessoais e discursos de ódio. Foram identificadas mais de 30.000 postagens ameaçadoras. Como medida de segurança, alguns servidores passaram a ser acompanhados por seguranças fornecidos pelo tribunal.
Fonte: VEJA
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