Bancada LGBT+ quase dobra com 10,7 milhões de votos nas eleições de 2026
Por Redação
06/10/2026 às 10:42

Foto: VEJA
Levantamento revela que 35 candidatos foram eleitos para cargos no Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, incluindo sete mulheres trans e travestis.
Um estudo realizado pelo Instituto Plena Cidadania (IPC) indica um crescimento significativo na representação LGBT+ entre os eleitos nas eleições do primeiro turno, realizado no último dia 4. Ao todo, 35 candidatos foram eleitos para as Assembleias Legislativas, Câmara Distrital, Câmara dos Deputados e Senado Federal, totalizando 10.746.125 votos. Em comparação com 2022, quando 18 candidatos foram eleitos, esse número representa um avanço substancial.
Gui Mohallem, integrante da direção executiva do IPC, comentou sobre os resultados: "As eleições demonstram que a violência não conseguiu barrar o progresso da representação LGBT+ na política do Brasil. Pelo contrário, agora temos mais pessoas LGBT+ ocupando cargos e uma maior diversidade nos espaços de poder, refletindo o desejo de milhões de brasileiros pela inclusão na democracia".
O levantamento revelou que 519 candidaturas LGBT+ foram registradas para este pleito, um aumento de 58,7% em relação às 327 candidaturas de 2022. No Congresso Nacional, a presença LGBT+ na Câmara dos Deputados cresceu de quatro para 13, enquanto o Senado manteve uma representante. Nos legislativos estaduais e distrital, foram eleitas mais 21 pessoas.
A diversidade entre os eleitos também foi um destaque. Das 35 pessoas eleitas, 27 são mulheres (77,1%) e 22 são negras (62,9%). Sete mulheres trans e travestis garantiram cadeiras, representando uma em cada cinco lideranças LGBT+ eleitas em 2026. O IPC ressaltou que esses resultados ampliam a presença LGBT+ e a inclusão de grupos historicamente subrepresentados nas decisões políticas.
As candidaturas LGBT+ estiveram presentes em todas as 27 unidades da federação, resultando em um aumento de oito para 14 estados com representantes eleitos. O Sudeste concentra 20 das 35 cadeiras, enquanto o Nordeste teve um crescimento de duas para sete eleitos. As regiões Centro-Oeste e Sul passaram de uma para quatro cadeiras cada, e na região Norte não houve eleitos. Seis estados escolheram representantes LGBT+ pela primeira vez: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina.
Todos os 35 eleitos pertencem a partidos de esquerda, com o PT e o PSOL somando 31 das cadeiras (17 e 14, respectivamente), seguidos pelo PCdoB, que elegeu três, e pelo PV, com uma.
Fonte: VEJA
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