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O primeiro debate entre os candidatos pode ser crucial para a eleição, destacam colunistas da VEJA.
O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, marcado para domingo na Band, é considerado decisivo para a disputa presidencial, segundo o editor da VEJA, José Benedito da Silva. Este será o primeiro embate direto entre os adversários, após uma campanha repleta de acusações veiculadas em propagandas. Para José Benedito, um erro durante o debate pode ser extremamente prejudicial.
No programa Os Três Poderes, transmitido na sexta-feira, 16, os editores José Benedito e Robson Bonin discutiram a relevância do debate, especialmente por ser o primeiro após a recusa dos candidatos em se confrontar anteriormente. Bonin destacou que a ausência de debates anteriores intensifica a importância desse momento, especialmente a poucos dias do segundo turno.
Os editores também comentaram a sabatina de Lula no Jornal Nacional, que ocorreu na quinta-feira, e os desafios que ele enfrentará contra Flávio no debate. Enquanto o histórico de Lula como debatedor é conhecido, o desempenho de Flávio ainda gera incertezas. José Benedito ponderou que, apesar da percepção de que Flávio terá dificuldades, o debate permitirá que ambos os candidatos cobrem respostas diretamente.
Sobre o tom do debate, José Benedito acredita que as hostilidades vistas na campanha devem se repetir, prevendo que o debate será marcado por cobranças sobre corrupção, em vez de propostas. Ele comentou que a experiência de lidar com ataques sem errar pode ser um diferencial importante.
Ricardo Ferraz, apresentador do programa, ressaltou que o debate propiciará um contraditório, permitindo que os candidatos respondam a acusações que, até então, ocorreram em monólogos. Ouvir os candidatos discutirem temas como segurança pública e corrupção, com perguntas diretas, será fundamental para a decisão do eleitor.
Em relação à sabatina de Lula, Bonin a considerou menos danosa do que a anterior, que enfatizou escândalos de corrupção, embora tenha criticado a declaração de Lula sobre o reajuste do Bolsa Família. Ele também questionou a falta de indagações sobre a menção de Lula em uma proposta de delação.
José Benedito concordou que a sabatina foi menos intensa, permitindo que Lula falasse mais sobre suas ações, mas expressou ceticismo quanto ao impacto eleitoral da entrevista. Ele acredita que o debate tem maior potencial de influenciar a corrida, dado que apresentará os candidatos em uma situação inédita nesta campanha. Ferraz observou que Lula conseguiu abordar questões favoráveis em sua entrevista, mas essa habilidade será desafiada durante o debate.
Fonte: VEJA
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