Banner Horizontal

Home

/

Notícias

/

Saúde

/

Alexander Zverev se torna o número 1 do mundo e enfrenta diabetes tipo 1

Alexander Zverev se torna o número 1 do mundo e enfrenta diabetes tipo 1

Por Redação

05/11/2026 às 07:00

Atualizado em 05/11/2026 às 09:40

Alexander Zverev se torna o número 1 do mundo e enfrenta diabetes tipo 1

Foto: VEJA

O tenista alemão Alexander Zverev alcançou o topo do ranking mundial da ATP, superando desafios impostos pela diabetes tipo 1 desde a infância.

Na última segunda-feira, o alemão Alexander Zverev, de 29 anos, foi oficialmente nomeado o número 1 do ranking mundial da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Ele se torna o segundo alemão, após Boris Becker, a alcançar essa posição e o segundo mais velho a fazê-lo pela primeira vez. A temporada atual foi a melhor de sua carreira, com vitórias em Roland Garros, em junho, e no US Open, em setembro, ambos os primeiros Grand Slams que conquistou.

A ascensão de Zverev também foi impulsionada pela ausência do italiano Jannik Sinner, que encerrou a temporada mais cedo devido a uma inflamação no joelho. No entanto, o que torna essa conquista ainda mais significativa é o fato de que Zverev vive com diabetes tipo 1 desde os 4 anos de idade.

Durante a final em Nova York, as câmeras capturaram o tenista aplicando insulina em sua coxa, enquanto consultava um celular que exibia informações de um sensor de glicose implantado em sua pele. Zverev frequentemente menciona que enfrenta dois adversários em cada partida: o oponente no jogo e as oscilações de seu nível de açúcar no sangue.

Desde os 6 anos, Zverev aprendeu a cuidar da sua condição sozinho, apesar dos médicos terem alertado que o esporte de alto nível seria quase impossível para ele. A mãe dele, no entanto, decidiu que seu filho poderia ser o que quisesse. Por muitos anos, Zverev manteve seu diagnóstico em segredo, mas em 2022 fundou uma organização para apoiar crianças com diabetes e se manifestou publicamente pela primeira vez sobre sua condição.

Avanços no tratamento do diabetes tipo 1

Nos anos 2000, crianças diagnosticadas com diabetes tipo 1 enfrentavam limitações severas, como o uso de insulina NPH e regular, aplicadas em horários fixos, e medições de glicemia através de picadas no dedo. O exame de hemoglobina glicada, realizado a cada três meses, fornecia apenas uma média dos níveis de açúcar.

Com o tempo, surgiram insulinas análogas que melhoraram o controle da glicemia, além de sensores que medem os níveis de açúcar sem a necessidade de picadas frequentes. Hoje, dispositivos que unem sensores e bombas de insulina, com algoritmos que ajustam as doses automaticamente, estão disponíveis. Recentemente, o teplizumabe foi aprovado para adiar o início do diabetes tipo 1 em indivíduos em risco.

Embora a história de Zverev inspire muitos, é importante lembrar que a saúde de quem vive com diabetes tipo 1 não deve ser medida por recordes, mas sim pela constância no controle da doença. Estudos mostram que manter a glicose em níveis adequados reduz o risco de complicações a longo prazo. O ideal é ter um controle estável, sem grandes flutuações nos níveis de açúcar.

Zverev expressou que ficaria feliz se surgisse outro número 1 com diabetes, enfatizando que a verdadeira vitória pode ser a de milhões de pessoas vivendo de forma saudável e estável, longe dos holofotes.

Fonte: VEJA

Banner Horizontal
logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Hora1 © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.