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O clube foi condenado a pagar parcelas rescisórias, mas não atendeu a todos os pedidos do atacante.
O Esporte Clube Vitória enfrentou mais um revés em uma disputa judicial com o atacante Lucas Braga, ex-jogador da equipe. A 18ª Vara do Trabalho de Salvador proferiu uma sentença reconhecendo a rescisão indireta do contrato do atleta, com efeitos retroativos a 14 de janeiro de 2026.
A decisão judicial obriga o clube a quitar as parcelas rescisórias e outras verbas trabalhistas que foram reconhecidas no processo. Apesar da condenação, o Vitória conseguiu evitar uma cobrança que poderia aumentar o montante a ser pago, já que o pedido de indenização pela cláusula compensatória desportiva foi negado.
Além disso, outros pedidos de Lucas Braga, como o pagamento de uma premiação por permanência e uma indenização por danos morais, também não foram atendidos. Em nota, o Vitória informou que acompanhará o processo e tomará as medidas necessárias por meio de sua assessoria jurídica.
A disputa entre Lucas Braga e o Vitória teve início em 2026, quando o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) rejeitou um recurso do clube e manteve a decisão que liberou o atacante de seu vínculo com a equipe. O clube havia tentado anular uma liminar concedida pela 18ª Vara do Trabalho, argumentando que um acordo extrajudicial com o jogador deveria ser considerado válido, mas o tribunal não aceitou a justificativa.
O Vitória também alegou que Lucas Braga era um trabalhador “hipersuficiente” devido ao seu salário, o que buscava limitar algumas garantias trabalhistas. Contudo, o tribunal reafirmou que os direitos trabalhistas básicos se aplicam ao atleta, independentemente de sua remuneração.
Lucas Braga foi contratado pelo Vitória em fevereiro de 2025, em uma transação que custou cerca de R$ 5 milhões ao clube. No entanto, sua passagem foi marcada por dificuldades em se firmar como titular, tendo atuado em 35 partidas e marcado apenas dois gols. Em 2026, o jogador foi afastado dos treinos e teve uma negociação com o Fortaleza encerrada devido a um problema de saúde identificado em exames médicos.
A nova sentença confirma a rescisão indireta do contrato e a obrigatoriedade do pagamento das verbas trabalhistas, enquanto o Vitória ainda pode recorrer da decisão.
Fonte: BNews
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