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O senador Flávio Bolsonaro decidiu deixar o país com a família após temer uma possível prisão e alegou ser alvo de perseguição política.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começou a considerar a saída do Brasil poucas horas após a derrota na eleição presidencial de 2026, temendo uma possível prisão. A decisão foi influenciada por uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seus passaportes.
Segundo informações do jornal O Globo, Flávio entrou em pânico e seguiu a recomendação do irmão, Eduardo Bolsonaro, que já havia sugerido que ele deixasse o país. Embora inicialmente tenha rejeitado a ideia, sua posição mudou rapidamente após a decisão judicial.
Na noite de domingo (25), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio conversou com Eduardo, que reiterou a necessidade de partir imediatamente. No entanto, em uma reunião na tarde de segunda-feira (26) com aliados, como o governador Tarcísio de Freitas e o senador Rogério Marinho, ele aparentou estar decidido a permanecer no Brasil, apesar de seu evidente receio com os desdobramentos judiciais.
Após a ordem de Moraes, que atendeu a um pedido da Polícia Federal sobre risco de evasão, Flávio decidiu deixar o Brasil, alegando ser vítima de perseguição política e de um regime de exceção. Ele embarcou para os Estados Unidos acompanhado da família, enquanto investigações sobre lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas continuam em andamento contra ele no STF.
Em um vídeo gravado antes de sua partida, Flávio afirmou que nunca teve a intenção de deixar o Brasil, mas teve dificuldades para ajustar o tom da declaração durante aproximadamente duas horas.
Fonte: BNews
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