Vitória participa de audiência no STF sobre retorno das casas de apostas
Por Redação
28/10/2026 às 17:12

Foto: A Tarde
O Esporte Clube Vitória foi convocado pelo STF para discutir a revogação da proibição das casas de apostas no Brasil. A audiência ocorrerá na próxima terça-feira, 3, às 11h20.
O Esporte Clube Vitória foi chamado a participar de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual será debatida a possibilidade de revogação da proibição das casas de apostas no Brasil. O evento está agendado para a próxima terça-feira, 3 de novembro, às 11h20, e o clube terá um tempo de 10 minutos para expor seus argumentos a favor ou contra o retorno das apostas.
A convocação foi feita pelo ministro Luiz Fux, em meio à tramitação da Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027 (ADI), que foi proposta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias no final de setembro. Esta ação busca a revogação da Medida Provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiu a operação das casas de apostas no país.
O presidente do Vitória, Fábio Mota, deverá ser um dos representantes do clube na audiência. O Vitória tem até esta quinta-feira, 29 de outubro, às 15h, para enviar o nome do representante e o material que será utilizado na apresentação.
Além do Vitória, outras organizações, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Comitê Olímpico e diversos clubes da Série A, também foram convocados para a audiência. As apresentações ocorrerão em horários definidos para cada clube, começando com o Flamengo às 10h10.
O Vitória enfrentou desafios financeiros significativos após a proibição das apostas, resultando na rescisão do contrato com a 7kbet, seu patrocinador master, o que representa uma perda de receitas estimadas em R$ 55 milhões até 2027. Mota destacou que o impacto financeiro vai além dos patrocínios diretos, afetando também receitas de publicidade em placas durante os jogos, que dependem em grande parte das apostas.
O clube já notificou a perda significativa de R$ 10 milhões até o fim deste ano e projeta um rombo de R$ 45 milhões no próximo ano, caso a situação não seja revertida.
Fonte: A Tarde
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