
Foto: A Tarde
O deputado André Janones incentivou a pesquisa sobre a conexão entre Jair Bolsonaro e Talvane Albuquerque, reabrindo discussões sobre um caso de 1999.
No dia 22 de outubro, o deputado federal André Janones (Rede-MG) estimulou os membros do canal Exército do Lula a investigarem a relação entre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), e o ex-deputado Talvane Albuquerque. A sugestão de Janones foi pesquisar a expressão "Bolsonaro Talvane Albuquerque" no Google, o que rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados na plataforma X.
A discussão trouxe à tona um episódio de abril de 1999, quando Jair Bolsonaro, então deputado pelo PPB do Rio de Janeiro, se manifestou contra a cassação do mandato de Talvane, que na época era investigado pelo assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL) e de três de seus familiares. O crime, ocorrido em 1998, ficou conhecido como a Chacina da Gruta e aconteceu em Maceió, poucas horas após Ceci ter recebido seu diploma de reeleição.
Talvane Albuquerque, que era o primeiro suplente de Ceci, assumiu a vaga dela após a morte da parlamentar. Investigações apontaram que ele foi o mandante do crime, cometido para garantir seu espaço na Câmara dos Deputados. Em janeiro de 2012, o Tribunal do Júri da Justiça Federal em Alagoas condenou Talvane a mais de 103 anos de prisão pelos homicídios. Essa pena foi posteriormente reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021 para 92 anos, nove meses e 27 dias, mantendo as condenações.
No dia 7 de abril de 1999, a Câmara dos Deputados deliberou sobre a cassação do mandato de Talvane por quebra de decoro parlamentar, considerando suas ligações com Maurício Guedes Novais, investigado por envolvimento nos assassinatos. Durante o debate, Bolsonaro se posicionou contra a cassação, argumentando que poderia haver injustiça caso Talvane fosse inocentado posteriormente. Ele questionou se o simples contato com uma pessoa investigada justificaria a cassação, destacando que isso poderia ocorrer com qualquer um dos deputados. A cassação foi aprovada por 427 votos a favor, 29 contra, com 21 abstenções e um voto em branco.
Fonte: A Tarde
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