Margareth Menezes alerta sobre riscos à democracia antes do 2º turno
Por Redação
24/10/2026 às 09:10
Atualizado em 24/10/2026 às 09:53

Foto: A Tarde
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, fez um apelo à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alertou sobre os perigos que a democracia brasileira enfrenta, caso o candidato não vença o segundo turno, agendado para este domingo, 25. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo de 24 horas, realizada em apoio à candidatura de Lula.
Durante a transmissão, Margareth enfatizou a importância da continuidade do atual governo e a mobilização popular na reta final da campanha. "É impensável perdermos a possibilidade de continuar no sistema democrático", afirmou, referindo-se ao período de ditadura militar e suas violações de direitos humanos.
A ministra criticou ainda a aproximação de setores políticos brasileiros com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando que é essencial preservar a soberania do Brasil e priorizar os interesses nacionais.
Margareth também elogiou a mobilização nas redes sociais e a participação de pessoas de diversas regiões do país em apoio a Lula, agradecendo ao deputado federal André Janones (Avante-MG) pela contribuição na organização da campanha digital. Ela observou um aumento na participação popular desde o primeiro turno, destacando o envolvimento dos estudantes. "Precisamos acreditar na esperança e que podemos ter um país mais justo e fraterno", disse.
Embora reconheça que o ambiente digital ainda representa um desafio para muitos, a ministra considera que ele se tornou uma ferramenta fundamental para a organização política e a disseminação de informações durante a campanha.
Margareth também abordou os impactos negativos das políticas culturais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mencionando as dificuldades enfrentadas por músicos e artistas. Ela defendeu a continuidade das políticas culturais da gestão Lula e expressou preocupação com propostas que possam comprometer o financiamento da cultura.
Além disso, a ministra criticou planos de privatização e a venda de refinarias da Petrobras, argumentando que o Brasil deve aumentar sua capacidade de produção e investimento em educação, universidades e pesquisa científica. Ela reiterou que o país tem grande potencial para desenvolver tecnologia e melhorar sua posição na economia global, desde que haja investimento adequado.
Encerrando sua participação, Margareth reafirmou seu apoio à candidatura de Lula, destacando seu comprometimento com a população brasileira.
Fonte: A Tarde
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