INSS dispensa carência para auxílio em caso de gestação de alto risco
Por Redação
12/08/2026 às 10:54

Foto: A Tarde
O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças que garantem benefícios sem carência, incluindo a gestação de alto risco. A nova norma foi publicada em 24 de julho.
O Ministério da Previdência Social atualizou o rol de doenças que garantem o recebimento de benefícios por incapacidade sem a exigência de carência mínima de 12 contribuições. Agora, a lista inclui a gestação de alto risco, totalizando 18 condições que permitem acesso ao benefício.
A mudança foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 24 de julho. Anteriormente, a lista continha 17 doenças, e a última atualização antes desta ocorreu em 2022, quando foram adicionados casos graves de acidente vascular encefálico (AVE) agudo e de abdome agudo cirúrgico.
As doenças que garantem o benefício sem a necessidade de carência são:
- Tuberculose ativa;
- Hanseníase;
- Transtorno mental grave com alienação mental;
- Neoplasia maligna;
- Cegueira;
- Paralisia irreversível e incapacitante;
- Cardiopatia grave;
- Doença de Parkinson;
- Espondilite anquilosante;
- Nefropatia grave;
- Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
- Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);
- Contaminação por radiação;
- Hepatopatia grave;
- Esclerose múltipla;
- Acidente vascular encefálico (agudo);
- Abdome agudo cirúrgico;
- Gestação de alto risco.
Para ter direito ao benefício, o requerente deve ser segurado e ter a doença há pelo menos 15 dias. O processo de solicitação é feito online, através do aplicativo ou site Meu INSS, ou pela Central 135.
A avaliação da incapacidade é realizada pela Perícia Médica Federal, que exige documentos como atestado médico e laudos que comprovem a condição de saúde do solicitante. O atestado deve incluir informações como identificação do segurado, data de emissão, tempo estimado de afastamento, diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID), além da assinatura do profissional responsável.
A perícia médica presencial será solicitada apenas em situações específicas previstas em lei.
Fonte: A Tarde
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