
Foto: A Tarde
A gestão da Hidrovia do São Francisco foi transferida para a CODEBA, visando melhorar a logística e o escoamento de mercadorias na região.
O Rio São Francisco, conhecido como Velho Chico, é fundamental para a logística brasileira. Ele não apenas atravessa diversas regiões do país, mas também faz parte de um sistema de transporte hidroviário que facilita a circulação de mercadorias, servindo como uma alternativa para o escoamento da produção agrícola e industrial.
No dia 4 de novembro, a administração da Hidrovia do São Francisco foi oficialmente transferida para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), conforme um convênio firmado entre o Governo da Bahia e o Ministério de Portos e Aeroportos. Esta nova gestão terá um prazo de 25 anos e incluirá a operação, manutenção e conservação da estrutura, além da Eclusa de Sobradinho e das Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) que estão contempladas no acordo.
A expectativa do governo estadual é aprimorar as condições de navegabilidade e segurança do rio, aumentando sua utilização para transporte comercial.
O que é a Hidrovia do São Francisco?
A Hidrovia do São Francisco, tecnicamente chamada de HN-500, é um sistema de transporte aquaviário que abrange o próprio Rio São Francisco e outros rios menores de sua bacia. Com uma extensão de aproximadamente 641 mil quilômetros quadrados, equivalente a cerca de 7,5% do território nacional, essa hidrovia é uma das principais rotas de ligação entre o Centro-Sul e o Nordeste do Brasil.
Divisões geográficas da hidrovia
- Alto São Francisco: das cabeceiras do rio até Pirapora (MG).
- Médio São Francisco: de Pirapora (MG) até Remanso (BA).
- Submédio São Francisco: de Remanso até Paulo Afonso (BA).
- Baixo São Francisco: de Paulo Afonso até a foz no Oceano Atlântico.
A extensão navegável totaliza aproximadamente 1.371 quilômetros, considerando o percurso entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). No entanto, a navegabilidade varia devido a características físicas e variações no volume de água em diferentes trechos.
Transporte de cargas
A navegação comercial é mais intensa entre Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e Ibotirama (BA), totalizando cerca de 560 quilômetros. O transporte é feito por comboios de embarcações com grande capacidade, sendo algumas capazes de carregar até 3 mil toneladas. Essa hidrovia integra uma cadeia logística que combina rodovias, ferrovias e transporte fluvial, essencial para o escoamento da produção agrícola.
Produtos transportados
A Hidrovia do São Francisco é crucial para o transporte de diversos produtos, incluindo grãos como soja e milho, frutas, combustíveis e insumos agrícolas. Essa estrutura é vital para o abastecimento em regiões com forte atividade agropecuária e industrial.
Importância para a Bahia
A hidrovia representa uma alternativa significativa para o transporte da produção baiana, especialmente nas regiões agrícolas. O eixo Juazeiro-Petrolina é um ponto importante de conexão para o mercado interno e exportação, ligando áreas produtivas do oeste baiano a outros modais de transporte.
Novidades na administração da CODEBA
Com a nova gestão da CODEBA, a expectativa é de melhorias na navegabilidade e segurança, o que poderá estimular o transporte fluvial e o escoamento de mercadorias. O governador Jerônimo Rodrigues mencionou que as intervenções devem começar no segundo semestre de 2027, visando integrar a logística da Bahia de forma mais eficiente.
Fonte: A Tarde
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