Governo federal mantém classificação de desenhos bíblicos após críticas
Por Redação
03/11/2026 às 17:27

Foto: A Tarde
Após forte reação pública, o governo decidiu não alterar a classificação do programa 'Record Kids: Desenhos Bíblicos', que segue sendo livre para crianças.
O governo federal recuou em sua decisão de modificar a classificação indicativa do programa "Record Kids: Desenhos Bíblicos", exibido na Record TV. Inicialmente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) havia anunciado que a programação deixaria de ser livre, sendo recomendada apenas para maiores de 12 anos. Contudo, essa medida gerou uma onda de críticas.
A nova análise realizada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais reconheceu que a avaliação anterior não levou em conta aspectos culturais e religiosos, assim como fatores que poderiam justificar uma classificação mais leve. A programação, que conta com 36 episódios baseados em histórias do Antigo e Novo Testamento, está no ar desde o início dos anos 2000.
O ministério ressaltou em nota que a revisão foi uma iniciativa própria e que a classificação indicativa tem como função informar as famílias sobre o conteúdo das obras. Mesmo com a recomendação anterior para que o programa fosse exibido a partir das 20h, não havia impedimentos para a exibição em horários anteriores.
A decisão final será publicada no Diário Oficial da União, e a Record TV será notificada formalmente.
O deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) manifestou sua insatisfação nas redes sociais, questionando a justificativa da alteração da classificação, que mencionava a presença de "atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito". Azevedo afirmou que pretende lutar contra essa mudança em Brasília.
Além disso, o advogado Wilian Frata entrou com uma ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão da nova classificação, argumentando que a medida representa uma forma de "perseguição e censura" por parte do governo. Ele acredita que essa tentativa de controle sobre o conteúdo televisivo visa silenciar as famílias que assistem ao desenho.
Fonte: A Tarde
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