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El Niño e suas consequências: ações de governos e cidadãos para mitigação

El Niño e suas consequências: ações de governos e cidadãos para mitigação

Por Redação

02/09/2026 às 12:59

El Niño e suas consequências: ações de governos e cidadãos para mitigação

Foto: A Tarde

O fenômeno El Niño gera preocupação na Bahia, especialmente nas áreas vulneráveis à seca. A ministra da Casa Civil ressaltou a necessidade de colaboração entre diferentes esferas de governo e a população para enfrentar os impactos.

O fenômeno climático conhecido como El Niño traz um alerta significativo para a Bahia, principalmente para as regiões que já enfrentam desafios com a seca e a estiagem prolongada. Esse fenômeno pode modificar o padrão das chuvas, aumentar as temperaturas e elevar o risco de eventos climáticos extremos, afetando o abastecimento de água, a produção agrícola, a saúde da população e a incidência de incêndios.

Nesta quarta-feira, 2, durante uma coletiva de imprensa, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou a importância da colaboração entre estados, municípios e a população para se preparar e lidar com os possíveis efeitos do El Niño. "Um esforço conjunto é fundamental para aumentar nossa resiliência frente aos desafios que se aproximam. Desde 2023, o governo federal já iniciou ações estruturantes para atenuar os impactos das mudanças climáticas", comentou a ministra.

A responsabilidade pela prevenção e resposta aos impactos do El Niño é compartilhada entre as diferentes esferas de governo e a sociedade. O governo federal tem a função de coordenar ações nacionais de monitoramento e prevenção, além de financiar obras para reduzir a vulnerabilidade das regiões afetadas. Na Bahia, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em obras de segurança hídrica.

Papel dos Estados e Municípios

Os governos estadual e municipal são encarregados de implementar os planos de contingência e mapear as áreas de risco. Entre suas principais atribuições estão:

  • Gestão hídrica local: manutenção dos sistemas de abastecimento e, se necessário, implementação de racionamento.
  • Saúde pública: preparação da rede de saúde para atender casos relacionados ao calor extremo.
  • Combate a incêndios: mobilização de brigadas e fiscalização de queimadas ilegais, com apoio aéreo para combate ao fogo.
  • Proteção social: identificação de famílias vulneráveis e distribuição de cestas básicas e água potável.

O Papel dos Cidadãos

A participação da sociedade é essencial para a efetividade das ações de defesa. Algumas orientações incluem:

  • Atenção aos alertas: permanecer informado através do Defesa Civil Alerta, que envia mensagens de emergência.
  • Ações preventivas: manter a calma e seguir as orientações das autoridades ao receber um alerta.
  • Uso consciente da água: em situações de escassez, é fundamental utilizar os recursos hídricos de forma racional.

Em situações de incêndios, deslizamentos ou falta severa de água, a população deve contatar a Defesa Civil pelo número 199, os Bombeiros pelo 193 ou o Samu pelo 192.

Fonte: A Tarde

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