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Desafios da vida sexual após os 40 anos e a incontinência urinária

Desafios da vida sexual após os 40 anos e a incontinência urinária

Por Redação

08/08/2026 às 08:30

Desafios da vida sexual após os 40 anos e a incontinência urinária

Foto: A Tarde

Mulheres com mais de 40 anos enfrentam dificuldades na vida sexual devido à incontinência urinária, afetando sua autoestima e relacionamentos. Pesquisa revela que 56% delas sofrem com escapes de urina.

A vida sexual ativa de mulheres acima dos 40 anos é frequentemente comprometida por fatores como alterações hormonais, estresse e problemas de saúde. A perimenopausa, fase de transição para a menopausa, traz uma queda nos níveis de estrogênio e progesterona, além de aumentar a predisposição à incontinência urinária (IU).

Um estudo realizado pela Ipsos, a pedido da Apsen, revelou que aproximadamente 56% das mulheres brasileiras nessa faixa etária enfrentam a perda involuntária de urina. Além do impacto físico, a condição gera reflexos emocionais, com 29% das entrevistadas relatando aumento de ansiedade, estresse, vergonha ou tristeza.

A insegurança em discutir a incontinência urinária impede que muitas mulheres busquem o tratamento adequado, afetando sua relação com o próprio corpo e seus parceiros. A psiquiatra e especialista em Sexologia Médica, Dra. Carmita Abdo, destaca que o medo de um escape durante o ato sexual pode causar constrangimento e interromper o momento, mesmo que a parceira explique que se trata de um problema de saúde.

Dra. Carmita enfatiza que a aceitação por parte do parceiro não resolve a questão, e que é essencial informar sobre o tratamento que está sendo iniciado. Ela recomenda que, ao surgirem os primeiros sinais de perda urinária, as mulheres devem procurar um médico, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores serão os resultados.

A pesquisa "Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil" faz parte de uma iniciativa da Apsen para aumentar a conscientização sobre a incontinência urinária e promover o diagnóstico e tratamento adequados. O estudo foi realizado entre 30 de junho e 8 de julho de 2026 com 1.500 mulheres de diferentes classes sociais em todo o Brasil.

Fonte: A Tarde

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