
Foto: A Tarde
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ocorre até 13 de setembro e enfrenta desafios para se manter relevante no cenário literário.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou no dia 4 de setembro e vai até 13 de setembro, é um dos eventos culturais mais significativos da cidade e o maior do Brasil no segmento literário. Nesta edição, o diretor de comunicação e sustentabilidade da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luciano Monteiro, compartilhou os principais desafios enfrentados para manter a relevância da Bienal após quase 30 edições.
Monteiro destacou a importância de acompanhar a diversidade do público e dos autores apresentados no evento. Ele ressaltou a necessidade de incluir temas contemporâneos que dialoguem com o público e a produção literária, tanto nacional quanto internacional.
Entre os avanços desta edição, ele mencionou a ampliação da infraestrutura da Bienal, que agora ocupa quase 87 mil metros quadrados e conta com 3.500 horas de atividades culturais, além de reunir cerca de 800 autores, sendo mais de 700 brasileiros e cerca de 100 internacionais. Autores renomados como Conceição Evaristo e Paula Pimenta estão entre os nacionais, enquanto a presença internacional inclui nomes como Ana Huang e Alice Oseman.
Nesta edição, foram introduzidos novos espaços, como a Alameda dos Artistas, que promove a interação entre quadrinistas e o público, além de áreas voltadas para saúde e bem-estar, mantendo atividades tradicionais como a área infantil. Também foi criada uma programação noturna focada no público adulto.
A Espanha foi escolhida como país homenageado nesta edição, trazendo uma comitiva de 50 autores e 15 editores, o que representa uma oportunidade para fortalecer as relações literárias entre Brasil e Espanha.
Por fim, Monteiro comentou sobre o papel da Bienal em um contexto onde o hábito de leitura é frequentemente debatido. Ele observou que a venda de livros físicos e digitais, incluindo audiolivros, está em crescimento, com destaque para o aumento do público jovem, feminino e da classe C no consumo literário. O objetivo da Bienal é promover a interação entre leitores e autores, além de contribuir para o aumento dos índices de leitura no Brasil.
Fonte: A Tarde
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