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Defesa de PM absolvido em caso de triplo homicídio aponta falhas na investigação
Defesa de PM absolvido em caso de triplo homicídio aponta falhas na investigação
Por Redação
21/08/2026 às 22:51

Foto: A Tarde
A absolvição do policial militar Alisson Santiago dos Santos e de Estevão Iury de Lima, acusados de um triplo homicídio envolvendo Henrique Silva Borges, Jailma Barbosa da Silva e Giovanna Vitória Vilena, ocorreu durante um julgamento no Fórum Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O crime, que chocou a população, aconteceu em março de 2025.
Após dois dias de julgamento, que tiveram início em 19 de agosto e se encerraram em 20 de agosto de 2026, os jurados reconheceram a materialidade dos crimes, mas decidiram que não havia provas suficientes para condenar os réus. Isso gerou revolta entre os familiares das vítimas e trouxe surpresa à comunidade.
Em entrevista ao jornal A TARDE, o advogado de Alisson, Aryldo de Oliveira Paula, afirmou que a investigação foi deficiente e não apresentou evidências técnicas que ligassem seu cliente e Estevão ao crime. Segundo ele, a ausência de cápsulas no local do crime e a falta de perícias comprometem a acusação.
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, os homicídios ocorreram na residência de Jailma, após uma discussão que teria sido gerada por uma piada feita por Henrique sobre a "Cetrel", local associado a desova de cadáveres. Após essa confraternização, Alisson e Estevão teriam retornado armados ao local para cometer os assassinatos.
No entanto, a defesa contestou a versão apresentada, argumentando que Alisson e Estevão não estavam juntos no momento dos homicídios e que a discussão entre Alisson e Henrique não escalou para uma briga. Aryldo relatou que os dois se retiraram do local após a conversa e que Estevão teria ido ao bar de um amigo antes de ir à casa das vítimas.
A defesa também levantou questões sobre a análise das imagens de câmeras de segurança e o rastreamento da motocicleta utilizada, afirmando que não havia provas conclusivas para comprovar o trajeto feito pelos acusados. Além disso, a falta de perícias no local do crime e a inércia da polícia em investigar ameaças anteriores recebidas por Giovanna foram pontos criticados.
Após a decisão do júri, a defesa afirmou que não houve nulidades processuais e que o Ministério Público poderia recorrer da decisão. Aryldo enfatizou a importância da falta de provas para a absolvição, destacando que os jurados consideraram a possibilidade de que Estevão chegou ao local após os homicídios. O advogado comentou que, apesar do recurso do MP, a absolvição foi um resultado significativo até o momento e que o caso permanece em aberto.
O advogado de Alisson pretende discutir com seu cliente a possibilidade de buscar reparação após o trânsito em julgado da decisão. Ele afirmou que uma investigação mais aprofundada poderia ter revelado a verdadeira autoria dos crimes.
O espaço permanece aberto para manifestações de familiares das vítimas e das autoridades envolvidas no caso.
Fonte: A Tarde
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