Bahia em busca de equilíbrio financeiro no mercado de transferências
Por Redação
14/08/2026 às 14:08

Foto: A Tarde
O Esporte Clube Bahia se prepara para o fechamento da janela de transferências, priorizando a gestão financeira após investir R$ 81 milhões em contratações.
O Esporte Clube Bahia continua atento ao mercado de transferências, mas deve agir com cautela antes do fechamento da janela em 11 de setembro. Até o momento, o clube já anunciou três novos jogadores: o goleiro Guido Herrera, o zagueiro Marco Moreno e o atacante Alejo Véliz.
A diretoria, consciente da necessidade de equilíbrio financeiro, não descarta a contratação de mais um jogador, especialmente para o ataque, mas ressalta que é preciso agir com prudência. Com investimentos de cerca de R$ 81 milhões em contratações neste ano, o Bahia arrecadou aproximadamente R$ 41 milhões com vendas de atletas, resultando em uma diferença de cerca de R$ 40 milhões.
Embora o Bahia tenha a possibilidade de obter mais R$ 12 milhões em receitas futuras, a saída de jogadores não está descartada, desde que propostas adequadas sejam apresentadas. O clube estabeleceu que não aceitará ofertas inferiores a € 10 milhões (cerca de R$ 60,5 milhões) por atletas considerados essenciais para o elenco, como é o caso do zagueiro Ramos Mingo, que já recebeu propostas que não atenderam às expectativas do clube.
Apesar da necessidade de manter a saúde financeira, o Bahia ainda pode realizar contratações até o final da janela, priorizando jogadores para o ataque. A situação de Ademir e Kike Olivera, que têm contratos até o fim de 2026, é um fator que pode influenciar essa decisão.
O clube também está adotando uma política rigorosa em relação às joias da base, buscando propostas que considerem o valor real desses atletas. Propostas abaixo do esperado para jovens promissores não serão consideradas, já que a intenção é garantir um retorno financeiro significativo no futuro.
Além disso, o Bahia implementou um modelo que permite a liberação de jogadores da base que não estão nos planos do elenco principal, mantendo uma participação dos direitos econômicos futuros. Jogadores como João Andrade, Dodô e Jampa são exemplos desse novo formato, onde o clube retém entre 30% e 40% dos direitos, assegurando uma participação em uma possível venda futura.
Fonte: A Tarde
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