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Jerônimo Rodrigues vai se reunir com Lula para discutir medidas contra tarifaço de Trump que afeta a Bahia
Jerônimo Rodrigues vai se reunir com Lula para discutir medidas contra tarifaço de Trump que afeta a Bahia
Por Redação
31/07/2025 às 12:20

Foto: Foto: Reprodução | Rede Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou nesta quarta-feira (30) que participará de reuniões em Brasília, na próxima semana, para definir as ações que serão adotadas no estado em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As tarifas, anunciadas no início do mês e oficializadas hoje por meio de decreto, elevam em 40% os impostos sobre diversos produtos brasileiros, totalizando uma taxação de 50%. A medida teve forte repercussão no setor industrial, especialmente na Bahia.
A lista de produtos isentos da sobretaxa inclui suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis e alguns tipos de metais e madeira. No entanto, a relação dos itens que sofrerão taxações é extensa. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), os segmentos mais impactados são celulose, pneus, derivados de cacau e o setor petroquímico. Apesar de alguns produtos individualmente não representarem grande volume, o conjunto compromete significativamente a cadeia produtiva baiana.
A reunião, que inicialmente estava marcada para esta quarta, foi adiada para os dias 5 e 6 de agosto. Participarão do encontro outros governadores do Consórcio Nordeste, além de ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Na terça-feira de manhã, teremos uma assembleia com os governadores do Nordeste para definir uma posição conjunta. Em seguida, terei encontros com o presidente Lula e ministros do Conselho de Desenvolvimento Econômico para buscarmos uma ação coletiva. Na quarta, a agenda prevê uma nova reunião com o presidente ou com o vice-presidente Geraldo Alckmin, onde definiremos os próximos passos e estratégias a adotar", explicou Jerônimo, em entrevista à TV Bahia.
O governador criticou duramente a decisão de Trump, classificando a medida como “unilateral” e inesperada, prejudicando empresas e governos que já haviam se planejado.
"Normalmente, esse tipo de mudança nas relações comerciais é precedido por uma proposta, um aviso. Os empresários elaboram contratos de exportação, tomam empréstimos, fazem investimentos. O Estado também se organiza. É como mudar as regras do jogo com a partida em andamento", afirmou.
O setor produtivo da Bahia aguarda com expectativa uma resposta efetiva do governo. “Esperamos medidas que permitam às empresas algum fôlego para se adaptar, e que o bom-senso possa restabelecer um ambiente favorável de negócios entre Brasil e Estados Unidos”, declarou Carlos Henrique Passos, presidente da Fieb.
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