Três toneladas de espécie invasora são retiradas da Baía de Todos-os-Santos
Por Redação
25/08/2025 às 12:16

Foto: Foto: Divulgação
Mais de 1.600 quilos da medusa Cassiopeia andromeda, uma espécie exótica invasora, foram removidos da Baía de Todos-os-Santos no último sábado (23), durante uma operação realizada pela Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema). A presença dessa espécie representa uma ameaça à biodiversidade local e dificulta o uso tradicional da área por comunidades e turistas.
"Estamos acompanhando como a biodiversidade da região está se recompondo após as remoções. Essa é uma ação inédita na Bahia, com potencial para servir de modelo para outras regiões que enfrentam problemas semelhantes com espécies invasoras", explicou Tiago Porto, diretor de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema. Segundo ele, o trabalho combina ciência, gestão pública e participação comunitária.
Durante uma visita técnica promovida no Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho), com a presença de especialistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membros da comunidade local, foi confirmada a presença de pólipos — estruturas microscópicas que geram novas medusas —, evidenciando a reprodução ativa da espécie na região.
Para conter a propagação da medusa invertida, a Ufba iniciou, em junho deste ano, uma pesquisa científica voltada à análise da dinâmica populacional da Cassiopeia andromeda. O estudo inclui medições regulares e campanhas de remoção durante três meses, acompanhadas por monitoramento contínuo. A iniciativa conta com o apoio de organizações locais por meio da chamada ciência cidadã, na qual a população colabora diretamente na coleta de dados e no desenvolvimento do conhecimento científico.
Bioinvasão na Baía de Todos-os-Santos
Estudos realizados pela Ufba já identificaram mais de 60 espécies exóticas invasoras nos mares da Bahia, muitas delas concentradas na Baía de Todos-os-Santos. A Cassiopeia andromeda, conhecida como “medusa invertida”, é especialmente preocupante devido à sua capacidade de explosão populacional em áreas de águas calmas, como estuários e manguezais, onde os pólipos podem permanecer por longos períodos.
A experiência de manejo realizada em Itaparica está sendo compartilhada com outras regiões. Representantes da Prefeitura de Maraú, onde a presença da medusa também foi confirmada, participaram da ação no sábado para aprender a metodologia adotada e replicá-la em seu território.
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